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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A nada rentável supremacia mineira

Atlético/MG campeão da Libertadores. Cruzeiro campeão do Brasileirão. Tem alguma coisa errada aí, não? Como deixaram dois times mineiros que não têm a mídia e a receita de outros grandes dominarem o cenário futebolístico do ano de 2013? Saiu totalmente dos planos da CBF e da Globo, que como sempre planejavam um ano com vencedores do eixo Rio-São Paulo.

                                                                   Charge: Dum Ilustrador

O que deu errado?

Vamos tentar entender o que foi esse ano para o futebol e todo o dinheiro envolvido nisso.

Desde a temporada de 2012 os clubes passaram a negociar individualmente suas cotas de transmissão na TV (leia-se – quanto a Globo paga para cada time pela exibição de seus jogos). O valor é estabelecido de acordo com os critérios de cada time; o que se acha bonzão pede mais, os mais “humildes” pedem menos e a Globo analisa se vale ou não. No fim das contas, todo ano Corinthians e Flamengo estão na lista dos mais bem pagos, com valores que são quase o dobro de times de expressão, como Botafogo, Fluminense e os próprios Cruzeiro e Atlético/MG. Essas cifras das duas maiores torcidas do país giram em torno de 100 a 150 milhões e o direito a transmitir mais e mais jogos de Corinthians e Flamengo.

Veja o gráfico com as cotas de TV e publicidade - Fonte: Estadão

Corinthians e Flamengo são os clubes com as maiores torcidas do Brasil, têm torcedores de Norte a Sul do país. Por que será? Será que é porque são os times que mais têm jogos transmitidos pela Globo? Será que é porque a Globo é a emissora que domina os lares das famílias? Tudo isso cria um ciclo, já que quanto mais jogos desses clubes a Globo transmite, mais renda eles têm, mais investimento conseguem fazer e aparecem cada vez mais. O bom futebol é uma outra história. Em 2012 o Corinthians até fez jus ao investimento, mas em 2013 tanto o time paulista quanto o carioca estão decepcionando patrocinadores e torcedores, com atuações medianas e sem nenhuma expressão.

O meia Alex, sem papas na língua, disse em entrevista recente que "quem cuida do futebol brasileiro é a Globo (...) A CBF é apenas uma sala de reunião”. E é isso mesmo que acontece na realidade. O calendário esportivo é marcado de acordo com a novela da Globo. Os jogos de quarta-feira começam no absurdo horário de 21h50 e terminam por volta da meia noite, quando já não tem mais transporte público e o torcedor (que antes de ser torcedor é um proletário) tem que se virar para chegar em casa e ainda acordar cedo no dia seguinte.

Mas por que estamos falando sobre isso?


O ano de 2013 foi uma grande decepção para a Globo e para a CBF. Os times mineiros tiveram um ano irretocável, com atuações espetaculares nos campeonatos que venceram. O Galo na Libertadores fez jogos emocionantes, reverteu resultados improváveis e brigou até o último segundo pelo título. Já o Cruzeiro fez um campeonato impecável de ponta a ponta, com toda a lucidez de um campeão, a competência de um ataque preciso e um time bem montado.

Minas Gerais está em festa. Os times do estado são os melhores do Brasil, sem dúvida. Em elenco, em vontade, em competência. Mas o que vimos quando o Cruzeiro foi campeão do Brasileiro? Uma matéria de 2 minutos no Fantástico? Notinhas nos jornais da semana? Estou esperando como vai ser no Mundial com o Atlético. Com certeza nada comparado ao que foi com o Corinthians no ano passado, em que a Globo literalmente parou, seja para transmitir os jogos ou fazer uma cobertura exaustiva, com reportagens a todo minuto e em todos os jornais.

É uma balança que está pendendo para um lado só. E não venham falar que é porque “Corinthians e Flamengo são os maiores times do país”. Em números, é claro que são, mas isso foi construído. E foi construído por uma emissora que gira no eixo Rio-SP não só no futebol, mas em todos os outros aspectos, ignorando a pluralidade do Brasil e as diferentes e diversas regiões do nosso país. Enquanto isso, os times mineiros estão reencontrando o caminho dos títulos nacionais e estão na briga para conquistar o lugar que merecem, junto com “os grandes”.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Enfim, campeão

Não tinha como eu não fazer um post sobre Corinthians e Boca Juniors.

Todos sabem que eu não sou corinthiana. O meu time já não me dá alegrias há algum tempo e com isso eu me tornei de verdade uma apreciadora do futebol, mais ainda do que eu já era. Não costumo torcer contra nenhum clube (a não ser contra um determinado time, rival histórico do meu rs), gosto de ver o jogo, sentir o clima e aí sim escolher para quem eu vou "torcer".

E ontem tentei ver o jogo sem nenhum pré conceito, sem ter escolhido um time para torcer. E sim, fui contagiada pela equipe montada por Tite. Foi um 2 a 0 bem formatado, numa final de Libertadores, com a equipe invicta. E contra um Boca sempre forte, com uma história muito forte na competição das Américas.

O que deu errado?

Mas o que deu errado para o Boca, um time tão tradicional, vencedor e tão acostumado com Libertadores, diferente do Corinthians? A equipe argentina ficou apática, não se encontrou em campo e nem jogou o que poderia ter jogado. A pressão era toda do Corinthians, a responsabilidade era toda do Corinthians e mesmo assim o Boca entrou pequeno em campo e não mostrou serviço na final.

Como não estava conseguindo se impor no futebol, os argentinos tentaram se impor nas faltas. Achei que o time foi bastante desleal, com chegadas desnecessárias por trás, catimbas exageradas, enfim, um futebol que não condiz a um finalista de Libertadores.

Enquanto isso, o Corinthians entrou em campo com um objetivo: vencer. Entrou em campo concentrado, aguerrido, determinado. Mas isso não veio de ontem. Essa equipe há tempos está sendo construída pelo Tite e muito, mas muito me agrada. Um time firme, consistente, que joga junto, um joga para o outro, um joga com o outro.

Na noite de quarta-feira, o time de Tite acertou o pé e teve um belo toque de bola, não abriu espaço para o adversário, apertou muito a saída de bola. Tinha uma meta, foi lá e cumpriu. Não tinha como o placar ser diferente, um time foi bem superior que o outro.

Em campo, uma vitória incontestável. Fora dele, existem os corinthianos e os que torcem contra. Hoje os corinthianos acordaram mais felizes. Porque enfim eles realizaram o sonho, são os campeões da Libertadores. E com mérito, incontestável.

Corinthians campeão da Libertadores 2012 - Foto: Site Uol


domingo, 4 de março de 2012

Os Reis da Vila

Não sei vocês, mas eu tenho um prazer tão grande em assistir a clássicos do futebol. E confesso que os clássicos paulistas tem me agradado bastante.

Bom, fui assistir a Santos x Corinthians achando que seria um jogaço. Que engano! Um jogo sem muitas oportunidades, sem muitos lances bonitos e com apenas um grande destaque, Paulo Henrique Ganso.

Depois de três meses, a Vila voltou a funcionar, com gramado novo - Foto: Site Terra

O que deu errado?


O Timão, líder e, na minha opinião, o melhor time do Paulistão esse ano, não teve lá uma grande atuação. Ok, jogou com muitos reservas. Ok, está priorizando a Libertadores, já que mesmo com a derrota continuaria na ponta da tabela. Mas, a partida do time de Tite foi bem feia. Jogadores apáticos, Adriano sem render nada (nada mesmo!) e JH bem abaixo da média. Enquanto isso, o Peixe aproveitou a oportunidade de ganhar confiança vencendo na reinauguração da Vila, alguns dias antes de mais uma batalha na Libertadores.

Vamos combinar, uma vitória sempre é um bom negócio, acho uma tremenda besteira ficar deixando atleta sem jogar. No meu trabalho, o meu chefe não me dá folga para eu render mais na próxima semana de trabalho. Por isso acho uma besteira isso de ficar poupando jogador (eu sei, isso é polêmico e muitos de vocês não vão concordar comigo). É a eterna mania dos times brasileiros de priorizarem uma competição em detrimento de outra.

Mas voltando ao clássico, duas peças se salvaram no Corinthians. O primeiro foi Alex. Ele teve um ótimo posicionamento em campo, gostei muito. E também tentou, foi o único que tentou. Mas sozinho é complicado. O segundo foi o jovem Marquinhos, de apenas 17 anos, que mostrou que pode ser uma boa opção para a zaga corinthiana.

Alex foi um dos únicos que jogou bem no Timão - Foto: Fernando Borges

Já o Santos, completinho, foi bem. Boas chances, oportunidades perdidas. Mas também não vou exagerar nos elogios. Foi bem, mas poderia ter aproveitado muito mais. Neymar foi até bastante acionado, mas não mostrou o jogo daquele garoto que dá dor de cabeça ao rival. Borges foi a maior decepção, errou praticamente tudo o que fez.

Se Neymar não apareceu, outro ídolo mostrou que sim, é um dos melhores em atividade no país. Ganso foi o garçom perfeito, deu um lindo passe para o gol de Ibson, que deu a vitória ao Santos. Paulo Henrique tem muita categoria! É um atleta completo, que se está num bom dia, pode ter certeza que ele será o destaque. Adoro ver o garoto jogar!

O melhor em campo, Ganso deu assistência perfeita a Ibson - Foto: Rubens Cavalari

No fim das contas, o resultado foi bom para o Santos, e nem foi ruim para o Corinthians. Foi bom para o Santos para dar a confiança que o time precisava; para chegar chegando na Libertadores. Não foi ruim para o Corinthians porque a equipe continua na liderança e continua sendo a melhor do Paulistão em todos os sentidos. Mas, para quem esperava um clássico de verdade, o que deu para perceber é que a cabeça dos dois times está mesmo é na Libertadores.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Inspiração alvinegra

Homenagem a Sócrates antes do jogo - Foto: Site Uol

Inspiração. Essa foi a palavra que me veio à cabeça quando eu acordei com a notícia da morte de Sócrates. Logo pensei: "Se o Corinthians era favorito, agora é mais ainda. Os jogadores vão entrar em campo inspirados para buscar esse título". Parece que o doutor escolheu cuidadosamente o dia para nos deixar. Na final do Brasileirão que trouxe de volta a emoção nos pontos corridos. Na final do Brasileirão do seu time do coração. Na final de um campeonato que sim, vamos admitir, foi do Corinthians.

Pensei, pensei, pensei e não consegui pensar num post 'o que deu errado' que fizesse jus à bela competição. Por isso hoje decidi falar sobre o que deu certo para Corinthians e Vasco na última rodada. Claro, não posso deixar de falar de alguns detalhes que deram errado, afinal, esse é o nome do blog.

Garoto pintou o escudo do Vasco no rosto - Foto: AP Photo

O que deu certo?

As duas equipes fizeram dois campeonatos diferentes. Enquanto o Corinthians planejou e montou um time para ser campeão, o Vasco lutou na base da raça, desde o início do ano, após um começo de temporada péssimo.

Mas vamos falar sobre os jogos finais.

O Palmeiras entrou em campo querendo vencer. Mostrou que queria sair de campo com a vitória e estragar a festa do arquirrival. Mas, nessa última rodada o Timão teve Castán, que foi valente e não deu o mínimo espaço para os atletas palmeirenses.

Já o Vasco teve Dedé. Um gigante, para mim, a revelação do Brasileiro. Um verdadeiro gigante. Domingo não foi sua partida mais brilhante. Mas quem importa? O cara mostrou que um zagueiro pode sim ser ídolo.

O Timão teve Jorge Henrique. Que correu (como sempre), armou jogadas, foi pra cima e até arrumou confusão com o chute no ar (uma referência a Valdívia, certeza rsrs). Mostrou que tem sangue corinthiano e muita raça para lutar pelo que quer.

O Vasco teve Diego Souza, que resolveu jogar bola e marcou o gol do time cruzmlatino. Gosto do Diego Souza, gosto muito. O que ele tem de talento ele tem de falta de juízo. Se soubesse administrar sua vida (isso há muitos anos), seria um jogador bem mais marcante e mais ídolo.

Diego Souza comemora o gol sobre o Flamengo - Foto: Agif

Enquanto o ataque do Vasco estava afiado, a defesa do Corinthians estava bem montada. Júlio Cesar calou a boca de vários torcedores que questionaram a permanência dele no clube. Mostrou que tem garra para estar na equipe paulista.

Vasco teve Ricardo Gomes, que na minha opinião é um dos melhores técnicos em atividade do país. A busca pelo título foi para ele.

O Corinthians teve garra. O Vasco teve força.
O Corinthians teve objetivo. O Vasco teve vontade.
O Corinthians teveplanejamento. O Vasco teve persistência.

No fim das contas, pra mim, o dono do título é o que menos importa. A disputa foi linda, foi firme, foi 'cabeça a cabeça' até o final. Vasco ou Corinthians, qualquer um dos dois seria um bom guardião da taça.

No apito final deu Corinthians pela inspiração. Deu Corinthians por Sócrates.

Corinthians, campeão brasileiro de 2011 - Foto: Folha Press

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Derrotado, mas ainda líder

Era uma vontade tão grande de vencer e se firmar líder do primeiro turno que o time só mostrou afobação. Corinthians e Figueirense, no Pacaembu. Um Pacaembu cheio para o frio que fazia na cidade de São Paulo. Mas diante da torcida, a equipe de Tite não conseguiu fazer nada certo em campo e acabou ficando com a derrota.

O jogo foi tecnicamente ruim. O time de Jorginho tentava explorar os contra-ataques e jogou bem fechado (lembrando que o Cruzeiro já havia ganhado do Corinthians dessa forma). O início da partida foi um festival de passes errados, principalmente do lado dos donos da casa. No segundo tempo, com algumas mudanças, o Corinthians até melhorou um pouco, mas o Figueira, que abriu o placar no primeiro tempo, carimbou a vitória no finzinho da partida com o segundo gol.

Corinthians foi surpreendido por 2 a 0 no Pacaembu - Foto: Site Terra

O que deu errado?

Como eu já disse, muita afobação. Sabe quando a vontade de vencer é maior que o futebol? O jogo de sábado foi assim. Nada encaixou muito bem. No Figueirense, a tática foi boa. O Jorginho já percebeu que o time do Corinthians gosta de jogar no contra ataque e armou uma marcação pesada que impediu o time de sair jogando.

Um sério problema no Corinthians sábado foi a falta de conexão entre o meio de campo. Enquanto Alex e Danilo jogavam adiantados, Paulinho e Ralf ficaram presos lá atrás e a bola não chegava bacana ao ataque. Danilo aliás foi uma negação em campo. Sem criatividade, sem vontade e logo foi substituído. Alex também mostrou que ainda não está 100% com ritmo de jogo, também não foi criativo e se deixou marcar o jogo inteiro. Acho que já deu para o Tite perceber que Alex e Danilo no meio não é a formação ideal para sua equipe.

A dupla Danilo e Alex não armaram bons lances - Foto: Ricardo Matsukawa

No Figueira, o ataque funcionou muito bem. Wellington Nem encaixou no sistema do jogo, levou perigo em algumas jogadas e ainda deixou o seu gol. Wilson Pittoni também marcou, mas na verdade só empurrou a bola para dentro do gol, já que a jogada foi de Julio César, que fez uma boa partida. Na defesa, Ygor fechou lá atrás e não deixou nenhum jogador avançar. Junto com Edson Silva, o ataque corinthiano não conseguia nem chegar perto do gol. Não teve para Liedson, Jorge Henrique ou Willian. Liedson aliás, esteve bastante apagado, bem diferente do que ele pode render em campo. Muito abaixo da média.

Liedson abatido com a derrota - Foto: Folhapress

Jorginho foi inteligente, soube montar o time certo para jogar contra o Corinthians. Já o Tite, até tentou repetir a troca que fez contra o Atlético-MG, deslocando Jorge Henrique para a lateral. Ajudou um pouco, mas não funcionou. O Figueira, apesar da vitória ainda vem de uma sequência de resultados ruins e tenta se restabelecer na competição. Já o Corinthians, apesar da derrota continua sendo o líder do campeonato e pode até terminar o primeiro turno como campeão simbólico. O resultado não foi um mau negócio, mas já não é mais hora para o Corinthians perder esses jogos em casa, caso queira mesmo brigar pelo título.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O tropeço do líder

Nem o mais otimista dos corinthianos previa um 5 a 0 no clássico contra o São Paulo. Esse placar, definitivamente, pegou todos de surpresa, pois não faz jus ao time que vinha invicto na competição e fazendo grandes exibições a cada partida.

Um jogo que até no primeiro tempo parecia normal, ganhou ares de vexame para o tricolor apenas no segundo tempo. Porque vamos combinar, perdeu clássico já é ruim, mas de 5 a 0 (!) é porque alguma coisa deu muito, mas muito errado.

No Pacaembu, clássico terminou em 5 a 0 - Foto: Folhapress

O que deu errado?

Eu sei que muitos consideram que isso não é desculpa, mas o São Paulo já entrou em campo desfalcado. Sem Lucas, convocado para a seleção, sem Casemiro e Rhodolfo, machucados e sem Juan e Rodrigo Souto suspensos. Cinco desfalques deixaram o time irreconhecível, falta aí um banco para suprir a falta desses grandes nomes. Mas é inegável a falta que Lucas e Casemiro fazem ao São Paulo.

O time do São Paulo estava acuado. Mesmo no primeiro tempo, o Corinthians estava indo mais para cima, arriscando mais. O São Paulo até tentou alguns lances, mas, no finalzinho do primeiro tempo o Timão foi para cima e Carlinhos Paraíba se irritou e em menos de 10 minutos levou dois amarelos e foi expulso. No segundo tempo o time voltou ainda mais acuado (e recuado) e acabou levando cinco gols.

Expulsão de Carlinhos Paraíba mudou o rumo do jogo - Foto: Fernando Pilatos

O Rogério Ceni, que costuma ser sempre o mais seguro em campo, no jogo de ontem esteve inseguro, sem muita vibração, principalmente depois de sofrer o primeiro gol. Na verdade essa atuação insegura veio só no segundo tempo, pois na primeira metade da partida, eu arrisco dizer que Ceni até salvou algumas bolas que eu achei que iam entrar. Mas no segundo tempo não teve jeito. Além de ter levado cinco gols, um deles foi um verdadeiro frango no gol feito por Jorge Henrique (apesar de que os outros gols foram praticamente indefensáveis).

O atacante Liedson tem um prazo: fica no máximo três jogos sem marcar. E ele estava há três partidas sem balançar as redes adversários, o prazo acabava bem no clássico. E o que ele fez? Três gols! E não foi só isso. Se movimentou bem, chutou bastante a gol e ajudou (e muito) a equipe do Corinthians.

Outro que esteve muito bem no Timão foi o Danilo. Apesar de muitas vezes contestado pela torcida, o jogador estava muito inspirado no domingo. Foi ele quem abriu o marcador no início do segundo tempo (com um golaço), e ele quem deu duas assistências para Liedson marcar. Definitivamente, Danilo ontem foi o cérebro corinthiano.

Danilo e Liedson foram os melhores em campo - Foto: site Terra

Com um Corinthians querendo a vitória e um São Paulo desfalcado e acuado, o resultado de 5 a 0 serviu para o tricolor concluir que o time ainda não está assim tão supremo. Mas essa derrota não tira nenhum mérito do São Paulo no campeonato, já que ainda é líder isolado.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Um título com louvor

Incontestável. Alguém vai dizer que a conquista do Santos não foi merecida? Um início de Estadual conturbado, sem o Ganso. No meio do caminho a volta do garoto, um dos melhores no momento. A chegada de Muricy. O respiro na competição, o avanço, a passos curtos, porém firmes. Depois disso, a saída de PH. Seis semanas. Fora da final, todos se perguntavam: “será que o Santos consegue sem o Ganso?”. E conseguiu. Num jogo de final sem pênalti, sem brigas, sem grandes discussões, mas com uma superioridade nos 90 minutos de jogo.

Santos e Corinthians decidiram o título paulista na Vila - Foto: Leo Pinheiro

Em Santos, caía uma chuva forte, como já de costume no estado de São Paulo. Os dois times brigavam, lutavam pela vitória. Não vamos tirar o mérito do Corinthians, que com um elenco desfalcado em relação à última temporada, sem a estréia tão programada de Adriano, sem grandes estrelas, fez um belo campeonato, formou um time conssitente que chegou até à final do Paulistão.

O que deu errado?

Vamos começar falando dos técnicos. Muricy chegou à Vila e começou a ressuscitar o Peixe. Bem daquele jeitão dele, sem fazer média, querendo trabalhar. Uns gostam do seu jeito, outros não simpatizam. Mas o fato é que o Muricy tem o espírito de vencedor e atrai títulos. Já Tite... Os corinthianos não têm gostado do técnico do time, alegando que ele não sabe montar a equipe. A dúvida continua: por que insistir no Dentinho se o William já mostrou que aguenta a pressão e faz bem o serviço? Na minha opinião, os dias de Tite no Timão estão contados.

A defesa do Corinthians é um paredão. Foi a menos vazada no Campeonato, com apenas 16 gols em 23 jogos. Na primeira partida contra o Santos segurou um 0 a 0 mesmo diante da leveza de Neymar e Cia. Mas ontem, quem vazou a defesa foi o jogador mais improvável: Arouca. O primeiro gol do volante no Santos e, de certo, o mais importante, caso algum dia marque outros. O jogador, aliás, vem bem no meio do Santos. Zé Love também vem bem lá na frente. Não marca tanto quando deveria, mas dá passes, faz gol impedido e dá velocidade ao time.

Arouca comemora gol inédito - Foto: Ivan Pacheco

O que deu errado para a defesa do Timão também foi Neymar. Ele ficou em cima, foi pra cima, tentou, chutou e no lance mais improvável, num chute fraquinho, Júlio César teve a infelicidade de deixar a bola (molhada, diga-se de passagem) escorregar pelas suas mãos e entrar no gol. 2 a 0 para o Santos já quase no fim do jogo e o título quase garantido.

O Corinthians ainda tentou. Aos 41 do segundo tempo, Morais chutou forte e dessa vez foi Rafael quem falhou. 2 a 1. A partir daí o Corinthians acordou e ficou em cima, tentando um empate para levar a disputa para os pênaltis. Tarde demais, né? Os jogadores estiveram muito apagados. Liedson quase não apareceu em campo, assim como Jorge Henrique. Aliás, estou sentindo que o time do Corinthians não está entusiasmando mais como de costume. É um elenco bom, mas morno. São jogadores talentosos, firmes, mas não empolgam. E, além disso, ainda faltou raça na partida de ontem. Uma combinação desastrosa para um jogo de final.

Jorge Henrique esteve apagado durante todo o jogo - Foto: Site Terra

Bicampeão Paulista, o Santos provou que continua sendo o melhor time de São Paulo. Tem grandes jogadores em campo, um grande treinador e, o mais importante, muita vontade de vencer sempre. Agora é esperar para ver se alguma coisa vai dar errado na Libertadores.

Elenco do Santos comemora a conquista do título - Foto: Leo Pinheiro

segunda-feira, 2 de maio de 2011

E o Palmeiras não consegue vencer o Corinthians...

Não foi muito difícil escolher sobre qual jogo eu iria falar hoje. Final da Taça Rio? Não, até porque eu já tinha avisado no post passado: quem deixa para resolver contra o Flamengo nos pênaltis perde. Um jogo ruim, mas que terminou com aquela emoção que a gente muito gosta, que são os pênaltis. No final, Fla campeão invicto, como não acontecia desde 96. Merecido, mas ok, vamos para o que interessa.

Palmeiras e Corinthians. Minha impressão foi ter assistido dois jogos diferentes. Um primeiro tempo truncado, com muitas faltas, sem muitas finalizações. Um segundo tempo pra frente, com os dois lados querendo vencer.

No fim das contas a disputa foi para os pênaltis (oi? Todo mundo resolveu disputar pênaltis ontem?), cobranças que eu achei que só terminariam hoje de manhã e que deu vitória para o Timão. Foi um jogo bacana de se assistir, teve expulsão, confusão, nervosismo, bem a cara de um clássico.

Willian comemora gol - Foto: AE

O que deu errado?

O Valdívia foi todo errado. Antes do jogo toda aquela polêmica do “chute no ar”. Tudo bem, quer dar chute no ar, dá. Mas Valdívia, dá direito, né?? O jogador foi fazer o polêmico drible e se machucou. Foi substituído e o Palmeiras perdia logo no início o seu maior criador de jogadas.

Juizão querendo ser o destaque também não dá certo. Os corinthianos podem reclamar comigo, mas a entrada do Danilo foi dura? Foi. Mas não para dar vermelho só para ele. E o pezinho levantado do Liedson, não conta? Amarelo para os dois lados resolvia. E antes do jogo mesmo já estava todo aquele burburinho sobre Paulo César de Oliveira ter sido escolhido (dizem as más línguas que não teve sorteio – eu não duvido). Mas também não acho que ele tenha prejudicado muito o Palmeiras. Porém, começar um jogo já com todo esse problema em torno do árbitro já faz os jogadores e comissão técnica ficarem com um pé atrás.

Arbitragem foi cercada de polêmicas - Foto: Site Terra

E esse pé atrás do Felipão veio acompanhado de xingamentos. O treinador não fez bonito (de novo) e foi expulso de campo. Uma vergonha para um treinador tão vencedor como ele. O treinador tem que falar um pouco menos e fazer um pouco mais, porque com um time como o Palmeiras, ele poderia fazer um belo trabalho.

Também não podemos deixar de destacar quem foi bem no Verdão. Kleber, mesmo nervoso, foi brigador, correu atrás do resultado, foi marcado o tempo inteiro, mas conseguiu algumas finalizações. Já o Marcos Assunção, que jogaço ele fez! Cobranças de falta quase perfeitas, passes muito bem calculados, lançamentos detalhados. O cara é uma fera mesmo. E o Palmeiras não renova com ele. O que será que acontece?

Marcos Assunção foi um dos melhores em campo pelo Palmeiras - Foto: Site Uol

No Corinthians, o Tite deu provas que ainda não está entendendo muito bem a equipe que tem nas mãos esse ano. O Timão não é mais empolgante como no ano passado, não é tão envolvente. É simplesmente um time correto. Jogou direitinho, cobrou os pênaltis direitinho, fez tudo direitinho. Nada que empolgasse muito.

Um dos destaques foi Julio César. O goleiro, além de defender o pênalti que deu a vitória ao time do Parque de São Jorge, parou Marcos Assunção e Kleber. Outro que deu muito certo foi Willian. O que dá na cabeça de Tite para começar com Dentinho no time titular e Willian na reserva eu sinceramente não sei. Mas depois que o garoto entrou, o Corinthians virou outro, muito mais ofensivo, mais dinâmico e objetivo. O menino fez o gol do empate e ainda cobrou pênalti, com a cabeça fria foi lá e converteu.

Júlio César comemora defesa de pênalti - Foto: Leo Pinheiro

No mais eu achei que o Palmeiras foi melhor em campo, levando em conta que estava com um a menos desde a metade do primeiro tempo. Mas o Corinthians também foi bem, fez o que tinha de fazer, correu atrás do resultado e levou o jogo para os pênaltis (sorte que não era o Marcos que estava no gol). E decisão nos pênaltis é loteria. E nessa quem ganhou foi o Corinthians, que aliás, não perde para o Palmeiras desde 2009.

Mas, para a decisão contra o Santos, o Corinthians ainda tem que melhorar bastante. Porque com o Ganso voltando a jogar como o melhor do país a situação vai ser bem complicada. Essa final do Paulistão promete...

segunda-feira, 28 de março de 2011

"É falta na entrada da área, adivinha quem vai bater..."

O mundo realmente dá voltas! Meu último post sobre "o que deu errado" foi falando sobre a derrota do São Paulo para o Paulista e hoje venho comentar sobre o 2 a 1 do São Paulo no Corinthians. Com direito a quebra de jejum, gol 100 do Rogério Ceni e um gostinho de que "o campeão voltou".

Arena Barueri - Foto: Leo Pinheiro

No último domingo aconteceu o clássico mais esperado do estado de São Paulo. Eu estava na capital paulista e senti o quanto as pessoas respiram esse clássico. Só se falava nisso (ok, nisso e na ida do Adriano para o Corinthians).

Bom, eu confesso que no início do jogo não fiquei tão animada, achei bem morno. Mas, depois de um 2 a 1 bem feitinho como foi (e após 4 anos sem vencer o rival), tive a sensação de que o São Paulo voltou a ser o time que briga por títulos, que sempre está na ponta da tabela.

O que deu errado?

O time do Corinthians estava muito nervoso. Foram tantos passes errados, faltas violentas, finalizações mal feitas. O São Paulo também não estava bem no primeiro tempo, mas ainda assim se garantiu um pouco mais do que o rival, já que até chegou ao gol no fim da primeira metade do jogo.
No inicinho do segundo tempo até pareceu que o Corinthians iria melhorar um pouco, mas foi só impressão. Tecnicamente foi um jogo ruim, apesar de ter tido todo aquele nervosismo indispensável em um clássico.

A expulsão de dois jogadores alvinegros contribuiu no placar vantajoso para o São Paulo. Alessandro e Dentinho foram infantis, tentaram resolver na força e acabaram expulsos. Dentinho até marcou um gol, deixou o dele. Mas a expulsão complicou a situação do Corinthians. Dagoberto também levou o vermelho, mas com um a menos, o Timão não conseguiu se encontrar em campo, mesmo estando apenas um gol atrás no placar.

Dentinho no lance da expulsão - Foto: Terra

Liedson também não estava bem. No fim do jogo até pressionou e tentou empatar, mas não fez a diferença. Aquela tarde não era da equipe do Corinthians.

A tarde era de Rogério Ceni. O blog é "O que deu errado", mas eu não posso deixar de ressaltar o que deu certo no jogo de ontem. O que deu certo (e errado para o Corinthians) foi a partida inspirada de Ceni. No início do segundo tempo a Arena Barueri parou por alguns minutos. Falta na entrada da áera. Os torcedores prenderam a respiração quando viram Ceni em direção à bola. Pois não é que ele bateu e marcou seu gol 100? O estádio foi abaixo. Em São Paulo só se ouviam foguetes, gritos na Paulista. Merecido. Para coroar uma carreira correta, sem grandes sobressaltos, mas muitas conquistas.

Rogério Ceni comemora gol 100 - Foto: Vipcomm

O que deu errado para o Corinthians é que na verdade o clássico era do Ceni.

Mas isso não quer dizer nada no Paulistão. Corinthians continua na briga, Palmeiras também e o São Paulo já confirmou que "o campeão voltou". Precisa falar que os próximos jogos do campeonato serão imperdíveis?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Nunca antes na história desse país...

Para o título do nosso post tive que parafrasear nosso ex-presidente e torcedor fanático do Timão. Mas é que nunca um time brasileiro caiu na Pré-Libertadores desde que essa fase de grupos foi criada, no ano de 2005.
Antes do jogo eu já tinha cantado a pedra. O Corinthians não ia passar do Tolima e ia escrever seu nome na história do futebol brasileiro, mas de um péssimo jeito.

Voltemos uma semaninha. Sonho da Libertadores. Vontade de apagar o ano do centenário sem títulos. Sem dúvida o maior e mais ousado sonho corinthiano. Em casa. Torcida motivada. Jogadores empolgados. E sabe o que o "todo poderoso Timão" fez? Empatou. Os mais otimistas ainda disseram: bom, pelo menos foi um empate sem gols.

Tudo bem, vamos à Colômbia. Quem sabe lá o time ganha (que a essa altura já estava numa pressão danada para vencer). Um empate de gols já resolve o problema. Mas aí que comneça o problema. Imagina se um time que deseja a Libertadores vai se contentar com um empate. De maneira alguma. E claro, o empate com gols não veio. O que veio foi uma derrota de amargar a boca de qualquer corinthiano e de adoçar os "anti-corinthianos", que convenhamos, também são uma nação.

Medina comemora segundo gol - Foto: site Folha

Eu, particularmente, não vi o Corinthians em campo. Um time apático, sem esquema tático e principalmente, sem vontade. Nem parecia que estavam brigando por uma vaga no torneio mais desejado pelo clube. Nem parecia que a Libertadores era "a vida" do Corinthians.

O que deu errado?

Para início de conversa, o desperdício de pontos no fim do Brasileirão foi o maior pecado do Corinthians. Se tivesse classificado em segundo iria direto para a Libertadores. Mas perdeu a vaga para o Cruzeiro.

O Tite, coitado, nem se fala. Odeia o título de retranqueiro, quer provar a todo custo que não é retranqueiro, mas montou um time nada ofensivo. Fez umas mudanças sem noção, do tipo colocar Paulinho no lugar do Bruno Cezar, descer o JH pro meio. A bola não chegava lá na frente de jeito nenuhm.

Bruno Cezar é outro, "estrela" ano passado, em completa decadência essa temporada. Suas atuações estão decepcionantes nessa temporada. Jucilei também. Não fez nada nos dois jogos. Tinha tudo para ser peça chave, mas não foi.

O meio campo acabou sem o Elias, também conhecido como o "motorzinho" do time. E sem motor, vamos combinar, não tinha mesmo como funcionar.

O Ronaldo coitado, antes mesmo gordo fazia alguma coisa. Mas agora infelizmente nem isso. O que é de deixar quem gosta de futebol muito triste (quem me conhece sabe que eu sou muito fã do cara, afinal, ele é um gênio da bola!). E sem ele o time fica acuado (jogando mal ou ficando no banco). Parece um encosto psicológico. (existe isso? rs)

Ronaldo, após a derrota - Foto: site Uol

O desconhecido Tolima veio sem vergonha e pressionou, pressionou e fez dois gols. Enquanto isso o Corinthians não marcou nem um golzinho, em nenhum dos dois jogos. O time do Parque São Jorge ainda teve sorte. O Tolima é muito, mas muito ruim de finalização e errou praticamente tudo. Porque se tivesse acertado, se a situação foi ruim, teria sido ainda pior.

Juro, não sei nem mais o que falar. E eu sei que ainda tem mais coisas.

Alguém duvida que deu tudo errado?
O que você acha que deu mais errado para o Corinthians nessa Pré-Libertadores?

domingo, 14 de novembro de 2010

Para um jogo polêmico, um post polêmico

Eu sei que essa postagem vai gerar polêmica. Muitos vão concordar comigo, muitos outros vão querer me matar! Mas é assim mesmo, quando tem paixão envolvida no meio da história a gente defende sempre o nosso lado, claro.

Já sabem sobre qual jogo vou falar né? Corinthians e Cruzeiro, claro.
"O" jogo das polêmicas. "O" jogo das conversas de hoje. "O" jogo que mais foi discutido nas mesas redondas desde ontem. A decisão, a final antecipada. "O" jogo.

Diputa de bola entre Jucilei e Gil - Foto: site Uol

Mas vamos ao que interessa. No começo da partida era de se esperar uma pressão corinthiana, certo? Certo, mas não foi isso que aconteceu. Os jogadores do Cruzeiro pareciam estar em uma noite inspirada, tanto na marcação quanto no entrosamento em campo.
Algumas finalizações aconteceram no princípio de jogo. Elias de um lado, Thiago Ribeiro do outro. Esse último aliás, protagonizou o primeiro lance de polêmica da partida. Entrou na área, tentou driblar Júlio César e caiu na grande área. Não, não foi pênalti. Nem foi uma boa cavada. Portanto, cartão amarelo para Thiago Ribeiro.

Pra ser bem sincera, não teve nada demais no primeiro tempo. O segundo tempo estava um pouco melhor, mas só um pouquinho. Algumas finalizações, alguns lances bons, mas nada muito significativo. O empate já estava bom para os dois times.

Mas os bandeiras e o juizão, considerados os melhores do campeonato, deixaram passar vários lances. A maioria contra o Cruzeiro. Impedimentos, faltas. A moral dos caras não estava nada alta com os torcedores mineiros.

O que deu errado?

Aos 41 minutos do segundo tempo Ronalducho entrou na área e depois de uma dividida com Gil caiu. Pênalti. Pênalti? Mas foi mesmo? Confesso que tive que ver muitas vezes para me decidir se eu acho que foi ou não. Na verdade eu ainda não sei o que eu daria. Sorte que eu não apito jogo. Sorte que eu não sou o Sandro Meira.

Ronaldo caído no chão depois de lance duvidoso - Foto: site Terra

Sendo fria, analisando com calma, o que eu pude perceber é que esse juiz teve foi mto azar desse lance ter acontecido logo ontem, logo no fim do jogo, logo quando o 0 a 0 estava agradando a todos.

O Ronaldo por si só na área já impõe respeito. E o cara é safado, é malandro. O juiz olhou e viu o Gil (pobre Gil) se apoiar no Fenômeno. E em seguida, lá estava ele, atirado no chão, sofrendo. Digno de um Oscar. Mas a malandragem do futebol brasileiro é essa e todos os jogadores, cruzeirenses, alteticanos, corinthianos, flamenguistas, todos, sem excessão usam disso para lucrar um pênalti para a sua equipe. O juiz acreditou, foi na onda. E quem não iria?

Eu acho sim que os times de São Paulo geralmente são beneficiados pela arbitragem. E durante o jogo de ontem não foi diferente. Impedimentos que para mim não existiram, faltas que travaram o jogo do time de Minas, enfim, aquela velha vantagem que os times paulistas têm sobre os mineiros. Mas o pênalti não, pra mim esse foi muitos mais "interpretação" do que roubo. Muitos outros juizes no lugar do Sandro dariam. Muitos outros não. Hoje mesmo no jogo do Fluminense com o Goiás o Simon deu. Um pênalti bem no estilo do de ontem, com um show de interpretação do Rodriguinho e a completa falta de maldade do Ernando.

O que deu errado para o time celeste foi toda essa confusão. Toda essa dosagem a mais de nervosismo bem no fim do jogo, bem no fim do campeonato.

Jogadores do Cruzeiro indignados no fim do jogo - Foto: Ricardo Matsukawa

Entendo a revolta dos Cruzeirenses com a arbitragem. Principalmente quando a diretoria e os jogadores também mostram essa indignação. Mas o Brasileirão continua. Segue para sua reta final. E nessa reta final qualquer descuido pode valer o título. E o Cruzeiro, tendo sido pênalti ou não, tendo sido o jogo comprado ou não, continua na briga. Quem sabe agora com mais vontade e menos erros infantis.

*esse post foi mais sério e eu não falei do Cuca, mas que coitado tem o pé gelado, isso tem.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Cadê o líder que estava aqui?

Que o Corinthians é um timaço ninguém duvida (um Timão, com o perdão do trocadilho). E ninguém duvida também que nesse ano de centenário, os jogadores, a comissão técnica e meio mundo estão empenhados a contribuir para o Timão ganhar o Brasileirão. Ok? Ok. Até aí tudo bem.
A equipe ainda não conquistou nenhum título nesse ano tão importante (nem a Dança dos Famosos com o Marcelinho Carioca), mas despontou como a grande candidata para levar a faixa de campeã do Brasileirão 2010. Até ocupou o primeiro lugar por um bom tempo. O grande problema nisso tudo é que nas últimas rodadas o Coringão está tropeçando além do que um time que briga pelo título pode tropeçar.

Será a falta do camisa 9 em campo? Acredito que não, porque o time, depois que o Adilson assumiu, tem jogado mais solto sem o referencial do Fenômeno em campo. Não que ele não faça a diferença (até porque não tem como não notá-lo), mas com ou sem Ronaldo a equipe vinha jogando bem.
O fato é que na última rodada o time estava com a primeira posição nas mãos com a derrota do Flu, mas jogou fora e perdeu para o Galo, que está ressurgindo das cinzas.

Jogadores do Galo comemorando o gol de Zé Luis - Foto: site Terra

O que deu errado?

Eu começo falando que o Atlético-MG é um outro time. Não é aquele mesmo que perdeu de 1 a 0 no Pacaembu no turno. É um Galo motivado, com novos ares, jogadores querendo vencer, treinador comprometido.

E o Corinthians, por mais que venha mantendo a unidade, está deixando passar muitas oportunidades de assumir a ponta. Empatou com o Ceará em casa, empatou com o Botafogo em casa também (mas esse tudo bem, porque jogar com o Botafogo é garantia de empate - ô time que gosta de ganhar só 1 pontinho).
Esses dois empates e agora a derrota para o Galo distanciaram o time da primeira colocação.
E mais. O Cruzeiro que não desperdiça mesmo, ganhou do Goiás e roubou para si o segundo lugar.

O Corinthians sofre com a falta dos renomados Jorge Henrique, Ronaldo, Ralf, Chicão, o convocado Elias e Dentinho (que "voltou", mas não voltou - que maré de azar). Além disso, Roberto Carlos vem sendo sempre substituído e já pediu afastamento para cuidar de dores musculares. Tem também a pressão de se manter no topo e vencer o campeonato.
Mas tudo isso aparentemente não ia atrapalhar, porque desde o início da partida, o time fez questão de se impor e se mostrou superior.

Bruno César fez muito bem o papel de "atacante".
Jucilei estava conciso, como sempre.
Danilo entrou muito bem no lugar de Dentinho.
O Timão dominou a partida, principalmente no primeiro tempo.

Foto: site Uol

Porém, uma bobeada da defesa somada a uma equipe ligada querendo vencer (mesmo sem ainda estar boa tecnicamente) resultaram no gol da virada atleticana.
De bobeada em bobeada, um título importante como esse escorre pelas mãos. As oportunidades de assumir a liderança não estão sendo bem aproveitadas e restou, por enquanto, um amargo terceiro lugar.

O Galo começa a sair do sufoco e o Timão começa a sentir a pressão da briga pelo título.
Duas brigas em lados opostos da tabela, que dessa vez teve como vencedor um dos times que menos venceu nesse Brasileirão.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A força do líder e a crise na Vila

O jogo entre Corinthians e Santos aconteceu em meio a uma bomba na Vila Belmiro, que anunciava que Dorival não era mais o técnico do Santos. O motivo? Os constantes desentendimentos com Neymar que culminaram na rodada anterior, quando o então técnico do Peixe não deixou o jovem atacante bater um pênalti e recebeu xingamentos do jogador. Depois disso, surpreendendo a todos, a diretoria informou que Dorival estava deixando a Baixada. Horas depois, Neymar era relacionado no clássico contra o Timão.


Neymar entra em campo visivelmente preocupado - Foto: site Terra

A partida foi na Vila e no início dava pinta de que não havia nenhuma crise instaurada ali. Gol nos primeiros minutos, time jogando pra frente, pressionando. O jogo estava bom, os dois times se arriscando, e o resultado no fim do primeiro tempo foi de 2 a 2.
O segundo tempo começou parecendo que o jogo seria tão movimentado quanto na primeira metade da partida. Neymar apareceu no início novamente, mas depois disso o Corinthians quem ditou as regras do jogo.

O que deu errado?

Não foi azar do Santos. Neymar apagou, não parecia concentrado.

Foto: site Terra

O que deu errado foi a confusão antes do jogo, que tiraria a concentração do qualquer jogador, mesmo um mais experiente.
O que está dando errado é o tratamento que estão dando ao "todo-poderoso-Neymar-de-apenas-18-anos". Se o Santos continuar com essa postura vai perder várias grandes oportunidades.

- Não vai ter um bom resultado no Brasileirão, manchando toda a boa campanha no ano;
- Neymar vai passar de amado a detestado pelo jeito arrogante;
- O Santos vai se tornar um clube como o Flamengo foi e parece que está deixando de ser (desculpe, rubro-negros), onde os jogadores fazem o que querem e mandam e desmandam no time;
- Vai perder a admiração do povo do Brasil, porque o Santos estava voltando a ser a "menina dos olhos" do futebol brasileiro.

Esse 3 a 2 na última quarta-feira não foi um resultado vergonhoso. Mas devido a postura do time, eu particularmente nunca vi tanta gente torcendo para o Corinthians ganhar. Até torcedores dos outros times paulistas estava torcendo por um tropeço do Santos. E se a postura continuar a mesma, o time se tornará cada vez mais detestado e seus jovens jogadores cada vez menos focados em campo.

Foto: site Terra

E que me perdoem os santistas, mas o time da Vila está virando freguês do Corinthians. Não conseguiu ganhar no turno (4 a 2), nem no returno (3 a 2) do Brasileirão. E no quesito seleção, 1 a 0 para o Timão. O volante Elias foi convocado na última lista de Mano Menezes.

Se cuida, Santos!