segunda-feira, 19 de março de 2012
Jovens, clássicos, domingo
São Paulo e Santos. Botafogo e Vasco.
O tricolor paulista entrou em campo como coadjuvante.
O alvinegro carioca entrou em campo como um adversário simples, principalmente sem a sua maior estrela.
Mas o que se viu em campo foram dois times fortes e dois nomes: Lucas e Fellype Gabriel. O primeiro, um craque, inegável. O segundo, um jogador mediano que estava em um dia inspirado. De toda forma, as boas atuações dos garotos renderam vitórias folgadas nos clássicos.
O que deu errado?
O São Paulo, de casa cheia, teve muito volume de jogo. Entrou em campo com vontade e brigou toda a partida. No duelo entre Neymar e Lucas, o menino tricolor mostrou uma habilidade de encher os olhos de qualquer um. Enquanto isso, o Santos teve bastante trabalho. Dracena, Rafael e todo o pessoal ali de trás, tiveram que ficar espertos no início do jogo, com a pressão do adversário.
O Botafogo entrou em campo contra um Vasco sem as estrelas Dedé e Felipe. E pior, um Botafogo sem Loco Abreu. Mas a atuação do alvinegro foi boa, boas chances logo no começo, Elkeson armando boas jogadas, um time compacto e obedecendo bem às ordens do técnico.
No segundo tempo, o Santos voltou mais forte, com Elano na equipe, até conseguiu chegar ao gol. Mas não tinha jeito, mesmo com um a menos, São Paulo e Lucas brilharam na tarde de domingo. O garoto definiu o jogo em dois belíssimos contra-ataques. Marcou um gol, deu outro de presente para o Fabuloso.
O segundo tempo do Vasco também foi melhor. E o Bota, mesmo ganhando de 2 a 0, estava com um pé atrás, até porque "tem coisas que só acontecem com o Botafogo". Mas Fellype Gabriel estava em noite inspirada. 3 gols, decisivo, substituiu bem El Loco.
No Santos, Ibson esteve mal, só errou, só fez o que não devia. Além dele, Adriano estava muito, mas muito apagado, tanto que foi substituído (eu nem notei que ele estava em campo, alguém notou? rs). No Vasco, Diego Souza, que tem potencial de craque, preferiu novamente entrar em confusão, dar carrinhos violentos e não jogar bola direito.
O São Paulo teve algumas figuras importantes, como Denis, que segurou lá atrás e contriubuiu (e muito!) para a vitória tricolor e Luis Fabiano, que mesmo substituído saiu de campo aplaudido pela torcida. No Glorioso, Elkeson mostrou que consegue segurar a responsabilidade. Sem Loco, ele teve ótimos momentos na partida. E claro, Jefferson (o melhor goleiro do Brasil), seguro, dinâmico e ainda pegou um pênalti.
No final de semana de importantes clássicos, São Paulo e Botafogo, que não eram os favoritos, saíram de campo com vitórias significativas. Ok, as equipes não estão na Libertadores enquanto Santos e Vasco estão. Mas jogo é jogo, e como eu já disse, besteira poupar jogadores. Porque o que fica é a lembrança de uma boa atuação, de uma vitória com V maiúsculo em clássicos tão grandiosos, mesmo não valendo o título.
domingo, 4 de março de 2012
Os Reis da Vila
Bom, fui assistir a Santos x Corinthians achando que seria um jogaço. Que engano! Um jogo sem muitas oportunidades, sem muitos lances bonitos e com apenas um grande destaque, Paulo Henrique Ganso.
O que deu errado?
O Timão, líder e, na minha opinião, o melhor time do Paulistão esse ano, não teve lá uma grande atuação. Ok, jogou com muitos reservas. Ok, está priorizando a Libertadores, já que mesmo com a derrota continuaria na ponta da tabela. Mas, a partida do time de Tite foi bem feia. Jogadores apáticos, Adriano sem render nada (nada mesmo!) e JH bem abaixo da média. Enquanto isso, o Peixe aproveitou a oportunidade de ganhar confiança vencendo na reinauguração da Vila, alguns dias antes de mais uma batalha na Libertadores.
Vamos combinar, uma vitória sempre é um bom negócio, acho uma tremenda besteira ficar deixando atleta sem jogar. No meu trabalho, o meu chefe não me dá folga para eu render mais na próxima semana de trabalho. Por isso acho uma besteira isso de ficar poupando jogador (eu sei, isso é polêmico e muitos de vocês não vão concordar comigo). É a eterna mania dos times brasileiros de priorizarem uma competição em detrimento de outra.
Mas voltando ao clássico, duas peças se salvaram no Corinthians. O primeiro foi Alex. Ele teve um ótimo posicionamento em campo, gostei muito. E também tentou, foi o único que tentou. Mas sozinho é complicado. O segundo foi o jovem Marquinhos, de apenas 17 anos, que mostrou que pode ser uma boa opção para a zaga corinthiana.
Já o Santos, completinho, foi bem. Boas chances, oportunidades perdidas. Mas também não vou exagerar nos elogios. Foi bem, mas poderia ter aproveitado muito mais. Neymar foi até bastante acionado, mas não mostrou o jogo daquele garoto que dá dor de cabeça ao rival. Borges foi a maior decepção, errou praticamente tudo o que fez.
No fim das contas, o resultado foi bom para o Santos, e nem foi ruim para o Corinthians. Foi bom para o Santos para dar a confiança que o time precisava; para chegar chegando na Libertadores. Não foi ruim para o Corinthians porque a equipe continua na liderança e continua sendo a melhor do Paulistão em todos os sentidos. Mas, para quem esperava um clássico de verdade, o que deu para perceber é que a cabeça dos dois times está mesmo é na Libertadores.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Montillo 2, Atlético 1
Atlético e Cruzeiro na Arena do Jacaré - Foto: Agência Lance
O Cruzeiro, que vive uma situação mais tranquila, foi espertinho e fez o que tinha de fazer. Na verdade quem fez mesmo foi o Montillo, que é decisivo, tem visão e sabe desequilibrar. A maneira do time de Joel Santana jogar não está agradando em nada o torcedor celeste, que já pede pela saída do treinador. Mas é inegável que nos momentos decisivos o time do Joel sabe que o que importa é a vitória.
O que deu errado?
A fase ruim do Atlético parece que nunca acaba. É uma crise sem precedentes e aparentemente sem fim. Algo deve ser feito, mas o que eu não sei. Jogadores afastados, atletas recém contratados que jogam sem treino, um presidente a beira de um ataque de nervos. Falta uma unidade ao time do Galo, falta a equipe ter a sua cara, o seu estilo.
Além disso, ainda falta habilidade em campo. Eron foi uma negação durante todo o primeiro tempo. Não conseguiu fazer nada direito, nem marcar, nem apoiar. Tanto que foi substituído no intervalo por Neto Berola. Richarlyson também esteve mal. Não conseguiu marcar, fez muita coisa errada e deu um passe errado que resultou no primeiro gol de Montillo. Aliás, como o Galo não dá sorte no gol. Impressionante como a meta avinegra nunca está segura. O garoto Renan Ribeiro deu uma bela falhada no segundo gol de Montillo.
Filipe Souto marcou um belo gol - Foto: Site Terra
Não posso deixar de falar do Filipe Souto. Que foguete, que golaço. Mas não foi o suficiente para o Atlético vencer. Sob o comando de Cuca são sete derrotas em sete jogos. Mas a culpa definitivamente não é do Cuca, que é um ótimo treinador e já chegou com o barco afundando. Uma pena um técnico de qualidade ter que passar por uma situação como essa.
No Cruzeiro, o time jogou mal, estranho, retrancado. Foi, na maior parte do jogo dominado pelo Atlético, mas soube aproveitar as chances. Na verdade, Montillo soube aproveitar as chances. É impressionante como o argentino é decisivo! Ele sempre desequilibra, sempre dá um jeitinho de deixar o dele. Vive uma ótima fase, que alias, nos últimos tempos tem salvado o Cruzeiro em várias partidas.
Jogadores comemoram gol de Montillo - Foto: Agência Lance
A torcida já pede a saída de Joel Santana. Mesmo com a vitória, os torcedores estão impacientes, querendo ver o time jogando melhor, mais bonito. O estilo do Joel é mesmo polêmico, é um jogo de resultados. Com a vitória de domingo, o Cruzeiro subiu quatro posições e já ocupa o sétimo lugar. Enquanto isso, o Atlético caiu para a vice-lanterna e faz companhia para o América lá embaixo na tabela. Para o Galo não ser rebaixado ele tem que fazer 30 pontos no returno, o que quer dizer o dobro do que ele fez no turno. A hora agora é de virar a página e começar de novo, pensando, novamente, em lutar contra o rebaixamento.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Santos sem as estrelas e Palmeiras sem o Gladiador
Eu pensei que os problemas extra-campo (leia-se Kleber) iriam influenciar negativamente no resultado. Influenciou, mas de outra maneira. Deu mais gás para os jogadores correrem atrás da vitória.
Ok, a equipe do Santos está desfalcada (e muito!). Mas a do Palmeiras também está. Enquanto no time da Vila estão de fora Neymar, Ganso, Elano, Alex Sandro, Adriano e Jonathan (esse por uma possível transferência para o futebol italiano), no Palmeiras quem desfalcava o time era Kleber (a novela), Thiago Heleno, Valdívia e Lincon.
A grande diferença é que o Palmeiras está repondo a equipe, estão chegando peças importantes que podem mudar o resultado de uma partida.
Torcida do Palmeiras no Pacaembu - Foto: Ivan Pacheco
O que deu errado?
Como eu já disse, o Palmeiras vive alguns problemas extra-campo que podem vir a influenciar o desempenho da equipe. Mas, ao que parece, os jogadores utilizaram esse problema para ter mais pique em campo. Vamos tentar entender. Kleber, o Gladiador, alegou ao Verdão que está com problemas na coxa esquerda. Ao mesmo tempo, o departamento médico do time afirmou que o jogador estava apto fisicamente para participar da equipe. O jogador ficou de fora dos últimos treinamentos e da última partida. Enquanto isso, rumores cada vez mais fortes apontam uma possível transferência de Kleber para o time do Flamengo. Se é verdade ou não só o tempo dirá. Mas o fato é que (me perdoe por falar isso, Kleber) o ‘Gladiador’ não fez falta nenhuma no alviverde. Pelo contrário. O ataque foi eficiente, o meio campo serviu muito bem e o time conseguiu se sair muito bem diante do Santos.
O ponto crucial (e que matou o Peixe) foi o bom posicionamento do Palmeiras em campo. O centroavante Dinei, apesar de não ter marcado gol, teve um papel importante, principalmente no que diz respeito ao auxílio do segundo atacante (no caso, Maikon Leite). Foi um pouco parecido com o que o Zé Love fazia no Santos (seu bom posicionamento tirava o zagueiro do lance e deixava Neymar livre para marcar). Além disso, o meio do Palmeiras estava bastante redondo. Patrick e Luan foram bons garçons ao ataque e armaram várias jogadas de perigo. Foi dos pés deles que saiu o primeiro gol, marcado por Maikon Leite. Patrick, aliás, deixou o seu. Marcos Assunção também esteve bem (como sempre) e levou perigo ao gol do Peixe nas bolas paradas.
O ex-santista Maikon Leite não comemorou seu gol - Foto: Junior Lago
No Santos, o Borges, coitado, ficou isolado. Não chegava uma bola para ele, não teve nenhuma boa oportunidade para tentar definir. A defesa, apesar de ser a titular sofreu três gols. Mas tenho que isentá-los da culpa. Os gols foram mais falhas gerais do que falhas específicas lá de trás.
No segundo tempo o Santos até levou um pouco de perigo ao gol do Palmeiras, mas nada muito assustador. O jogo do alvinegro foi previsível, fácil de anular e sem nenhum brilho. Nada parecido com o Santos da Libertadores. A equipe do Santos de ontem, repleta de desconhecidos da torcida, provou que precisa sim de uma renovação. E se Neymar e Ganso forem embora após a Copa América? E se mesmo que eles não forem agora forem no final do ano? Como fica o Mundial? É um perigo deixar o time nas mãos de três ou quatro atletas. O treinador tem que ter à sua disposição jogadores para repor as peças que desfalcam em alguns momentos.
Jogadores do Santos abatidos após gol do Palmeiras - Foto: Uol Esporte
Apesar do Santos não vencer o Palmeiras no Brasileiro há cinco anos, eu esperava mais brio dos jogadores santistas. Quando as estrelas não estão em campo, é a oportunidade ideal para os reservas brilharem. Mas, esse time ‘reserva’ do Santos provou que não é forte o suficiente e o time da Vila mostrou que precisa do seu arsenal de craques para sobreviver. Enquanto isso o Palmeiras já é o quarto na tabela e, mesmo enfrentando problemas fora do campo, está tentando mostrar que o futebol é jogado dentro das quatro linhas.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
O tropeço do líder
Um jogo que até no primeiro tempo parecia normal, ganhou ares de vexame para o tricolor apenas no segundo tempo. Porque vamos combinar, perdeu clássico já é ruim, mas de 5 a 0 (!) é porque alguma coisa deu muito, mas muito errado.
No Pacaembu, clássico terminou em 5 a 0 - Foto: Folhapress
O que deu errado?
Eu sei que muitos consideram que isso não é desculpa, mas o São Paulo já entrou em campo desfalcado. Sem Lucas, convocado para a seleção, sem Casemiro e Rhodolfo, machucados e sem Juan e Rodrigo Souto suspensos. Cinco desfalques deixaram o time irreconhecível, falta aí um banco para suprir a falta desses grandes nomes. Mas é inegável a falta que Lucas e Casemiro fazem ao São Paulo.
O time do São Paulo estava acuado. Mesmo no primeiro tempo, o Corinthians estava indo mais para cima, arriscando mais. O São Paulo até tentou alguns lances, mas, no finalzinho do primeiro tempo o Timão foi para cima e Carlinhos Paraíba se irritou e em menos de 10 minutos levou dois amarelos e foi expulso. No segundo tempo o time voltou ainda mais acuado (e recuado) e acabou levando cinco gols.
Expulsão de Carlinhos Paraíba mudou o rumo do jogo - Foto: Fernando Pilatos
O Rogério Ceni, que costuma ser sempre o mais seguro em campo, no jogo de ontem esteve inseguro, sem muita vibração, principalmente depois de sofrer o primeiro gol. Na verdade essa atuação insegura veio só no segundo tempo, pois na primeira metade da partida, eu arrisco dizer que Ceni até salvou algumas bolas que eu achei que iam entrar. Mas no segundo tempo não teve jeito. Além de ter levado cinco gols, um deles foi um verdadeiro frango no gol feito por Jorge Henrique (apesar de que os outros gols foram praticamente indefensáveis).
O atacante Liedson tem um prazo: fica no máximo três jogos sem marcar. E ele estava há três partidas sem balançar as redes adversários, o prazo acabava bem no clássico. E o que ele fez? Três gols! E não foi só isso. Se movimentou bem, chutou bastante a gol e ajudou (e muito) a equipe do Corinthians.
Outro que esteve muito bem no Timão foi o Danilo. Apesar de muitas vezes contestado pela torcida, o jogador estava muito inspirado no domingo. Foi ele quem abriu o marcador no início do segundo tempo (com um golaço), e ele quem deu duas assistências para Liedson marcar. Definitivamente, Danilo ontem foi o cérebro corinthiano.
Danilo e Liedson foram os melhores em campo - Foto: site Terra
Com um Corinthians querendo a vitória e um São Paulo desfalcado e acuado, o resultado de 5 a 0 serviu para o tricolor concluir que o time ainda não está assim tão supremo. Mas essa derrota não tira nenhum mérito do São Paulo no campeonato, já que ainda é líder isolado.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Um título com louvor
Santos e Corinthians decidiram o título paulista na Vila - Foto: Leo Pinheiro
Em Santos, caía uma chuva forte, como já de costume no estado de São Paulo. Os dois times brigavam, lutavam pela vitória. Não vamos tirar o mérito do Corinthians, que com um elenco desfalcado em relação à última temporada, sem a estréia tão programada de Adriano, sem grandes estrelas, fez um belo campeonato, formou um time conssitente que chegou até à final do Paulistão.
O que deu errado?
Vamos começar falando dos técnicos. Muricy chegou à Vila e começou a ressuscitar o Peixe. Bem daquele jeitão dele, sem fazer média, querendo trabalhar. Uns gostam do seu jeito, outros não simpatizam. Mas o fato é que o Muricy tem o espírito de vencedor e atrai títulos. Já Tite... Os corinthianos não têm gostado do técnico do time, alegando que ele não sabe montar a equipe. A dúvida continua: por que insistir no Dentinho se o William já mostrou que aguenta a pressão e faz bem o serviço? Na minha opinião, os dias de Tite no Timão estão contados.
A defesa do Corinthians é um paredão. Foi a menos vazada no Campeonato, com apenas 16 gols em 23 jogos. Na primeira partida contra o Santos segurou um 0 a 0 mesmo diante da leveza de Neymar e Cia. Mas ontem, quem vazou a defesa foi o jogador mais improvável: Arouca. O primeiro gol do volante no Santos e, de certo, o mais importante, caso algum dia marque outros. O jogador, aliás, vem bem no meio do Santos. Zé Love também vem bem lá na frente. Não marca tanto quando deveria, mas dá passes, faz gol impedido e dá velocidade ao time.
Arouca comemora gol inédito - Foto: Ivan Pacheco
O que deu errado para a defesa do Timão também foi Neymar. Ele ficou em cima, foi pra cima, tentou, chutou e no lance mais improvável, num chute fraquinho, Júlio César teve a infelicidade de deixar a bola (molhada, diga-se de passagem) escorregar pelas suas mãos e entrar no gol. 2 a 0 para o Santos já quase no fim do jogo e o título quase garantido.
O Corinthians ainda tentou. Aos 41 do segundo tempo, Morais chutou forte e dessa vez foi Rafael quem falhou. 2 a 1. A partir daí o Corinthians acordou e ficou em cima, tentando um empate para levar a disputa para os pênaltis. Tarde demais, né? Os jogadores estiveram muito apagados. Liedson quase não apareceu em campo, assim como Jorge Henrique. Aliás, estou sentindo que o time do Corinthians não está entusiasmando mais como de costume. É um elenco bom, mas morno. São jogadores talentosos, firmes, mas não empolgam. E, além disso, ainda faltou raça na partida de ontem. Uma combinação desastrosa para um jogo de final.
Jorge Henrique esteve apagado durante todo o jogo - Foto: Site Terra
Bicampeão Paulista, o Santos provou que continua sendo o melhor time de São Paulo. Tem grandes jogadores em campo, um grande treinador e, o mais importante, muita vontade de vencer sempre. Agora é esperar para ver se alguma coisa vai dar errado na Libertadores.
Elenco do Santos comemora a conquista do título - Foto: Leo Pinheiro
segunda-feira, 9 de maio de 2011
A vantagem agora é do Galo
Primeiro jogo da final do Mineiro, o Galo recebeu a Raposa na Arena do Jacaré com a torcida toda de preto e branco. Todos já esperavam um jogo difícil, e com a eliminação precoce do Cruzeiro da Libertadores o jogo se tornaria ainda mais complicado. Mas, na prática, foi um jogo bastante claro. Um Atlético-MG bem montado pelo Dorival (que aliás, faz milagres com o elenco que tem em mãos), com vontade de vencer a partida com a torcida favorável e correndo atrás do título. Não que o Cruzeiro não tenha corrido atrás do resultado. Mas o time celeste estava muito afobado, querendo vencer de qualquer maneira, querendo apagar o vexame da quarta-feira.
Jogo de domingo só teve a presença da torcida alvinegra - Foto: Lancenet
Para um primeiro jogo da final foi tudo nos conformes. Já era de se esperar o Galo mais firme no ataque. No início do jogo, mesmo depois de ter tomado o gol, o Cruzeiro se mostrou mais presente. Mas o Atlético buscou essa diferença na atuação e conseguiu se manter num nível que segurasse a vitória. Mas alguns aspectos deram aquela carinha de final que a gente tanto gosta.
O que deu errado?
O time do Atlético sempre entra nos clássicos jogando pela vida. É muita vontade de vencer, muita garra. E ontem não foi diferente. Mesmo os jogadores que estavam mal não desistiam das bolas e corriam atrás da vitória. E isso parece que sempre prevalece no clássico mineiro. Sempre tenho a sensação de que o Cruzeiro é superior e não dá muita moral para o Estadual, mas por isso entra em campo de maneira displicente e acaba perdendo. O Galo não, prioriza e sempre priorizou o Estadual (muitos vão dizer que é porque essa é a única competição que o time consegue ir bem – tudo bem, mas a equipe tem que fazer bem o que está em seu alcance).
No alvinegro, Mancini estava decidido que seria peça chave da partida. E foi. Fez um gol logo no início (que vai ter gente falando que foi um golaço, mas pra mim foi mesmo falha da defesa cruzeirense que colocou dois na barreira, sendo que um não pulou, e o goleiro Fábio, que nem se mexeu). O jogador também não parou de se movimentar em campo. Mostrou que mesmo com a idade avançada não falta fôlego.
Mancini comemora gol - Foto: Agência Estado
Magno Alves e Neto Berola também estavam bem. Magno Alves teve bons lances, bons passes, tentou encontrar o gol, mas mais importante, deu assistência no gol da vitória, marcado por Patric. Já Neto Berola, que entrou no segundo tempo no lugar de Magno Alves, levou perigo à área cruzeirense. Nada muito significativo, mas durante o tempo que esteve em campo, o Galo passou a pressionar mais e teve mais velocidade no ataque.
Os dois lados estavam mal servidos de lateral-direito. Patric e Pablo não fizeram uma boa partida e complicaram a vida de seus times em vários momentos. Pablo já não rende mais como no início da temporada. Desde que anunciaram a chegada de Vítor o jogador caiu (e muito) de produção. Já Patric conseguiu se redimir. Mesmo não estando bem, marcou o segundo gol do Atlético, o gol da vitória e fez as pazes com a torcida alvinegra.
Já o Cuca me parece afoito em decisões. Porque não começou com Leandro Guerreiro em campo? Principalmente depois do atleta ter jogado muito bem a primeira partida contra o Once Caldas, na Colômbia (no jogo da eliminação o treinador não aproveitou o jogador). Depois da entrada de Guerreiro, a bola não sobrou tanto mais lá atrás e o time ganhou mais segurança.
Eu não canso de falar, juiz que tenta aparecer mais do que jogador sempre acaba em confusão. Ele, sempre ele, Paulo César de Oliveira (já repararam minha birra com ele? Na época que eu era uma torcedora fanática, ele já prejudicou muito o meu time). Depois de uma atuação até boa com o apito em mãos, viu Montillo fazendo uma falta mais dura do que de costume e não teve dúvidas; sacou o cartão vermelho do bolso e tirou o meia e estrela do Cruzeiro da final de domingo que vem. Desde que chegou ao Cruzeiro, em agosto do ano passado, Montillo não havia sido expulso nenhuma única vez. Em 40 jogos. No mínimo injusto colocar o argentino para fora depois do lance em cima do garoto Giovani.
Montillo foi expulso no fim do segundo tempo - Foto: Ramon Bittencourt
Foi um bom jogo, mas as emoções ficaram guardadas para domingo que vem. O Galo tem vantagem, joga por um empate. Para o Cruzeiro, uma vitória simples já garante o título. E para vocês, quem será o campeão Mineiro?
segunda-feira, 2 de maio de 2011
E o Palmeiras não consegue vencer o Corinthians...
Palmeiras e Corinthians. Minha impressão foi ter assistido dois jogos diferentes. Um primeiro tempo truncado, com muitas faltas, sem muitas finalizações. Um segundo tempo pra frente, com os dois lados querendo vencer.
No fim das contas a disputa foi para os pênaltis (oi? Todo mundo resolveu disputar pênaltis ontem?), cobranças que eu achei que só terminariam hoje de manhã e que deu vitória para o Timão. Foi um jogo bacana de se assistir, teve expulsão, confusão, nervosismo, bem a cara de um clássico.
Willian comemora gol - Foto: AE
O que deu errado?
O Valdívia foi todo errado. Antes do jogo toda aquela polêmica do “chute no ar”. Tudo bem, quer dar chute no ar, dá. Mas Valdívia, dá direito, né?? O jogador foi fazer o polêmico drible e se machucou. Foi substituído e o Palmeiras perdia logo no início o seu maior criador de jogadas.
Juizão querendo ser o destaque também não dá certo. Os corinthianos podem reclamar comigo, mas a entrada do Danilo foi dura? Foi. Mas não para dar vermelho só para ele. E o pezinho levantado do Liedson, não conta? Amarelo para os dois lados resolvia. E antes do jogo mesmo já estava todo aquele burburinho sobre Paulo César de Oliveira ter sido escolhido (dizem as más línguas que não teve sorteio – eu não duvido). Mas também não acho que ele tenha prejudicado muito o Palmeiras. Porém, começar um jogo já com todo esse problema em torno do árbitro já faz os jogadores e comissão técnica ficarem com um pé atrás.
E esse pé atrás do Felipão veio acompanhado de xingamentos. O treinador não fez bonito (de novo) e foi expulso de campo. Uma vergonha para um treinador tão vencedor como ele. O treinador tem que falar um pouco menos e fazer um pouco mais, porque com um time como o Palmeiras, ele poderia fazer um belo trabalho.
Também não podemos deixar de destacar quem foi bem no Verdão. Kleber, mesmo nervoso, foi brigador, correu atrás do resultado, foi marcado o tempo inteiro, mas conseguiu algumas finalizações. Já o Marcos Assunção, que jogaço ele fez! Cobranças de falta quase perfeitas, passes muito bem calculados, lançamentos detalhados. O cara é uma fera mesmo. E o Palmeiras não renova com ele. O que será que acontece?
Marcos Assunção foi um dos melhores em campo pelo Palmeiras - Foto: Site Uol
No Corinthians, o Tite deu provas que ainda não está entendendo muito bem a equipe que tem nas mãos esse ano. O Timão não é mais empolgante como no ano passado, não é tão envolvente. É simplesmente um time correto. Jogou direitinho, cobrou os pênaltis direitinho, fez tudo direitinho. Nada que empolgasse muito.
Um dos destaques foi Julio César. O goleiro, além de defender o pênalti que deu a vitória ao time do Parque de São Jorge, parou Marcos Assunção e Kleber. Outro que deu muito certo foi Willian. O que dá na cabeça de Tite para começar com Dentinho no time titular e Willian na reserva eu sinceramente não sei. Mas depois que o garoto entrou, o Corinthians virou outro, muito mais ofensivo, mais dinâmico e objetivo. O menino fez o gol do empate e ainda cobrou pênalti, com a cabeça fria foi lá e converteu.
Júlio César comemora defesa de pênalti - Foto: Leo Pinheiro
No mais eu achei que o Palmeiras foi melhor em campo, levando em conta que estava com um a menos desde a metade do primeiro tempo. Mas o Corinthians também foi bem, fez o que tinha de fazer, correu atrás do resultado e levou o jogo para os pênaltis (sorte que não era o Marcos que estava no gol). E decisão nos pênaltis é loteria. E nessa quem ganhou foi o Corinthians, que aliás, não perde para o Palmeiras desde 2009.
Mas, para a decisão contra o Santos, o Corinthians ainda tem que melhorar bastante. Porque com o Ganso voltando a jogar como o melhor do país a situação vai ser bem complicada. Essa final do Paulistão promete...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
A 90 minutos do título
Clima quente no clássic - Foto: Getty ImagesO início do jogo foi marcado por muita chuva. Os dois times nervosos e o Fluminense atacando mais. Rafael Moura inspirado, indo pra cima. Mas os refletores do Engenhão apagaram e o jogo ficou paralisado por 20 minutos. O suficiente para o Flu voltar decidido a abrir o marcador. E foi o que fez. He-Man marcou (impedido demais, diga-se de passagem) e o tricolor continuou em cima da equipe rubro-negra.
Faltas, muitas faltas. E muitos cartões também. É como eu disse, foi um jogo sem muita técnica e com muito nervosismo. E um segundo tempo bem melhor do lado flamenguista. O Fluminense caiu de produção e Thiago Neves aproveitou para empatar. A decisão foi para os pênaltis.
No meu balanço foi um jogo que valeu a pena assistir. E claro, azar da equipe que deixa uma partida ir para os pênaltis contra o Flamengo (principalmente no Carioca). A camisa pesa, o adversário treme. E foi o que aconteceu.
O que deu errado?
Vamos começar falando do que deu errado, mas no fim das contas deu certo. Uma chuva de joelhos machucados. Ronaldinho Gaúcho apareceu (ou melhor, nem apareceu) com uma lesão no joelho esquerdo (deve ter se machucado jogando futevôlei, só pode). Léo Moura machucou o joelho direito logo no comecinho e Maldonado vai operar o joelho esquerdo (ufa!). As substituições poderiam ter sido um fiasco, mas os substitutos seguraram bem a barra.
No lugar do Ronaldinho Gaúcho, entrou Diego Maurício. E os rubro-negros agradeceram pelo R10 ter se machucado. O jogador esteve ativo durante todo o tempo. Tudo bem, errou muitos passes, mas converteu (com muito sangue frio e concentração) o pênalti da vitória.
E o Thiago Neves? Alguém lembra que ele já foi tricolor? Pois ontem ele marcou um gol no tempo normal, perdeu pênalti e no fim ainda dançou o Creu (coreografia que o próprio jogador fez num Fla-Flu em 2008, quando ele ainda defendia o tricolor). Se não tivesse perdido o pênalti seria o herói do jogo. E se o Flamengo tivesse perdido, seria crucificado por não ter convertido o pênalti (coisas do futebol...).
Welinton e Thiago Neves comemoram a vitória - Foto: Agência EstadoOutro grandioso foi o Willians. Na minha opinião, um dos únicos jogadores consistentes de fato na equipe do Flamengo. O cara é um gigante no desarme. Merece ser visto com olhos mais atentos em meio a uma equipe de estrelas. O goleiro Felipe foi decisivo. Fez boas defesas, jogou bem e nos pênaltis defendeu duas cobranças (eu não gosto do Felipe, não gosto do estilo de jogo dele, mas a gente tem que reconhecer quando o cara é bom).
No Fluminense, o meio campo não conseguia criar de forma alguma. Com isso, Fred e Rafael Moura ficavam sem ter o que fazer e tinham que voltar pra buscar o jogo. O He-Man foi mais perigoso. Deixou o gol dele, se movimentou, brigou (como sempre). Já o Fred fez aquele jogo meia boca. Muito parado, sem ter muito o que fazer, a única coisa que fez foi converter o primeiro pênalti do Fluminense.
Rafael Moura comemora o gol - Foto: Wallace TeixeiraO Conca (maestro do Fluminense, vamos combinar) não estava muito inspirado. Esteve bem, mas nada decisivo. E o Fluminense parece ser um time com muito fôlego (como foi contra o Argentinos Jr. pela Libertadores) apenas quando o Conca está inspiradíssimo. Digo e repito. Um time não pode depender só de um jogador, isso é muito perigoso.
Assim, o Flamengo enfrenta o Vasco na final da Taça Rio e pode ser campeão Carioca sem precisar dos jogos da final, já que venceu a Guanabara. Agora o Flu tem que focar na Libertadores. O Carioca já era. Mas depois da vitória heróica na última rodada da Libertadores, o tricolor tem mesmo que investir pesado na competição, pois dá para ir longe.
Torcida do Flamengo comemora a vitória debaixo de chuva - Foto: Site Fim de Jogoterça-feira, 12 de abril de 2011
Bonde sem Freio
Em um clássico morno, a equipe rubro negra foi mais consistente, mais decidida (queria ganhar mais do que o Botafogo - como sempre), fez o tinha de fazer e carimbou o passaporte para a semifinal da Taça Rio.
O jogo foi repleto de passes errados (muitos, mas muitos mesmo!) e cartões amarelos (no fim do jogo o Botafogo recebeu três cartões amarelos em menos de 10 minutos - era o desespero tomando conta). Não foi digno de um clássico, não teve a paixão de um clássico, não teve a disputa que um clássico deve ter.
Mas, no fim das contas, um justo 2 a 0 para o Flamengo, que agora pode estar a 180 minutos de se sagrar campeão do Carioca. Será mesmo que o "Bonde sem Freio" do Mc Ronaldinho vai vingar?
O que deu errado?
Não acho que o Flamengo tenha ido muito bem em campo. Pelo contrário. O que desequilibrou foram as atuações de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Enquanto o R10 deu bons passes e ditou o ritmo do jogo, Thiago Neves foi oportunista e quando teve chance colocou a bola dentro do gol. Aliás, Thiago Neves está mostrando que veio para ficar e ser um grande ídolo da torcida do Fla.
Mas o que desequilibrou mesmo foi a péssima partida que o Botafogo fez. De doer os olhos. Todo mundo muito mal. A defesa, terrível. O Somália perdido, não marcou direito e errou até os passes curtinhos. Um meio de campo afobado, sem criação, sem propósito, sem idéias.
No time do Botafogo há apenas duas peças diferenciadas que eu nem preciso falar quem, né? (tá, mas vou falar mesmo assim - Jefferson e Loco). Se não fossem esses dois eu não sei o que seriam dos coitados dos botafoguenses. O Herrera até tenta, é super guerreiro. Mas é limitado tecnicamente, aí complica. Mas o Loco é de um posicionamento, de uma visão de jogo impressionantes. E o Jefferson nem precisa dizer, né? Se não tivesse ele todo jogo seria de goleada do time adversário.
O Botafogo não conseguia finalizar. Não conseguia acertar o último passe. Não acertava faltas laterais. Definitivamente não era o dia do Botafogo.
Reforços, essa é a palavra. E desse jeito mesmo, no plural. Se não chegar gente pra ajudar o time (e com urgência), o Botafogo não vai se dar bem em nenhuma competição.
E mais, o maior medo dos botafoguenses é de chegar o dia em que Jefferson e Abreu se cansarem de jogar numa equipe sem grandes perspectivas, com esse pensamento de time pequeno que sempre ronda o Glorioso.
Está na hora de grandes mudanças para o Bota ir pra frente.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
A bola já não está mais com o Santos!
Olha, fui surpreendida. O jogo foi bom, nervoso, bem a cara de clássico mesmo.
A partida já começou quente. Disputa de bola, faltas, tensão, os times tentando pressionar e abrir o marcador no inicinho. Mas depois o ritmo foi diminuindo, os jogadores (dos dois lados, que fique bem claro!) começaram a errar passes, finalizações. Bem daquele jeito que a gente não gosta de ver (no meu caso eu gosto, porque dá pauta para o blog! rs).
No segundo tempo o jogo também foi brigado. Um pouco mais jogado, mas tiveram muitas faltas, muitos lances violentos. Deu uma boa melhorada. Arrisco até dizer que foi emocionante.
No fim das contas, 1 a 0 para o Verdão, um gol anulado para cada lado e um Santos saindo de campo com a sensação que algo está muito errado na Vila.
O que deu errado?
O certo seria, "o que está dando errado". O Santos vem passando por uma fase bem complicada. Sem treinador (tudo bem, está com o interino - mas não é a mesma coisa para os jogadores), na expectativa da chegada de Muricy e na vontade de melhorar o futebol apresentado em campo. Com a contratação do Muricy eu tenho certeza que as coisas vão melhorar, mas um clube não pode depender apenas do treinador, né? Principalmente com um elenco como o do Santos.
E por falar em elenco, o Ganso já está em campo, mas não está se mostrando feliz no time da Baixada. Não mostra mais aquele prazer de antes, aquele futebol solto. O torcedor santista está aguardando, para ver se o Ganso volta a jogar como antes (o que eu tenho certeza que ele pode, só não está muito motivado).
Também vi muita catimba do Neymar. Que me desculpem os santistas. Tudo bem que ele levou algumas faltas duras mesmo, mas eu tenho um pouco preguiça do tanto que ele se joga, desse "cai cai" sem fim. Os árbitros já não dão tanto crédito.
O Peixe estava desfalcado. Jontahan, Arouca e Diogo não participaram do jogo porque estavam lesionados. Maikon Leite, que está sendo negociado com o Palmeiras, não esteve nem no banco.
Já a equipe do Palmeiras estava quase completa. A única ausência foi a de Valdívia, já que Danilo e Marcos Assunção voltaram ao time titular. Adriano Michael Jackson (rs...) não estava muito bem como nas últimas partidas e Felipão trocou o garoto por Luan.
Os dois atacantes principais dos dois lados estavam brigando por um resultado positivo. Neymar driblou, tentou, mas a bola não entrou. Kleber lutou, foi atrás, insistiu. E o que deu errado mesmo para o Santos foi a estrela do atacante do Verdão brilhar no fim da partida. O Gladiador marcou no finalzinho depois de receber um bonito passe do Patrik. 1 a 0, num jogo equilibrado, e o que fez a diferença foi o faro de gol de Kleber, faro esse que estava em falta no Neymar.
A torcida do Santos é que já está ficando impaciente. A derrota deixou o time da Vila em quarto lugar no Paulista, atrás dos maiores rivais. Fica a expectativa se o Muricy vai chegar, se o Ganso vai desencantar, se a equipe vai melhorar, se vai bem na fase final...
segunda-feira, 28 de março de 2011
"É falta na entrada da área, adivinha quem vai bater..."
No último domingo aconteceu o clássico mais esperado do estado de São Paulo. Eu estava na capital paulista e senti o quanto as pessoas respiram esse clássico. Só se falava nisso (ok, nisso e na ida do Adriano para o Corinthians).
Bom, eu confesso que no início do jogo não fiquei tão animada, achei bem morno. Mas, depois de um 2 a 1 bem feitinho como foi (e após 4 anos sem vencer o rival), tive a sensação de que o São Paulo voltou a ser o time que briga por títulos, que sempre está na ponta da tabela.
O que deu errado?
O time do Corinthians estava muito nervoso. Foram tantos passes errados, faltas violentas, finalizações mal feitas. O São Paulo também não estava bem no primeiro tempo, mas ainda assim se garantiu um pouco mais do que o rival, já que até chegou ao gol no fim da primeira metade do jogo.
No inicinho do segundo tempo até pareceu que o Corinthians iria melhorar um pouco, mas foi só impressão. Tecnicamente foi um jogo ruim, apesar de ter tido todo aquele nervosismo indispensável em um clássico.
A expulsão de dois jogadores alvinegros contribuiu no placar vantajoso para o São Paulo. Alessandro e Dentinho foram infantis, tentaram resolver na força e acabaram expulsos. Dentinho até marcou um gol, deixou o dele. Mas a expulsão complicou a situação do Corinthians. Dagoberto também levou o vermelho, mas com um a menos, o Timão não conseguiu se encontrar em campo, mesmo estando apenas um gol atrás no placar.
Liedson também não estava bem. No fim do jogo até pressionou e tentou empatar, mas não fez a diferença. Aquela tarde não era da equipe do Corinthians.
A tarde era de Rogério Ceni. O blog é "O que deu errado", mas eu não posso deixar de ressaltar o que deu certo no jogo de ontem. O que deu certo (e errado para o Corinthians) foi a partida inspirada de Ceni. No início do segundo tempo a Arena Barueri parou por alguns minutos. Falta na entrada da áera. Os torcedores prenderam a respiração quando viram Ceni em direção à bola. Pois não é que ele bateu e marcou seu gol 100? O estádio foi abaixo. Em São Paulo só se ouviam foguetes, gritos na Paulista. Merecido. Para coroar uma carreira correta, sem grandes sobressaltos, mas muitas conquistas.
O que deu errado para o Corinthians é que na verdade o clássico era do Ceni.
Mas isso não quer dizer nada no Paulistão. Corinthians continua na briga, Palmeiras também e o São Paulo já confirmou que "o campeão voltou". Precisa falar que os próximos jogos do campeonato serão imperdíveis?






















