sexta-feira, 6 de abril de 2012
A derrota e a lanterna
Na última quarta-feira, o rubro negro carioca perdeu para o Emelec no Equador por 3 a 2, numa partida bem estranha, em que o time de Joel esteve à frente no placar por duas vezes e permitiu a virada no fim do jogo. Junto com a derrota para a equipe equatoriana, o Flamengo perdeu o respeito na Libertadores e perdeu a confiança dos seus torcedores. O time hoje ocupa a lanterna do grupo, precisando de uma combinação de resultados para se classificar para a próxima fase.
O que deu errado?
Para começar, o Flamengo vive um momento errado. Essa insistência em levar o Adriano, a falta de comprometimento de Ronaldinho, a troca de Vanderlei por Joel, a falta de pulso de Patrícia. Enfim, são muitos fatores que constróem um cenário preocupante e nada agradável na Gávea. Isso tudo de reflete dentro de campo, com um grupo que não mostra entrosamento, apesar de ser um bom time.
O jogo contra o Emelec teve um protagonista: Joel. E olha, eu gosto desse cara, mas dessa vez no Flamengo ele está indo de mal a pior. Papai Joel fez duas mudanças no segundo tempo (tirou Deivid e Bottinelli e colocou Gustavo e Magal) que decidiram o destino do jogo. Meu Deus, quando vão parar de tentar fazer retranca com o time ganhando? O Fla não estava jogando bem, mas estava vencendo e o Emelec não conseguia armar as jogadas. Mas Joel vai lá e tenta armar um time para "segurar o resultado"? Isso não é postura de uma equipe que quer vencer. Além disso, ele tirou Deivid, que estava muito bem em campo.
Deivid foi bem, cumpriu bem seu papel de camisa 9. Armou várias jogadas, levou perigo ao gol do advesário, deu passe para um gol e marcou o seu também. Ele era quem mais aparecia dentro de campo, ao lado de Vagner Love, que também está mostrando que está em forma e com vontade de jogar bola. Até Ronaldinho apareceu em alguns momentos (poucos, ok, mas apareceu). A equipe não estava mal. Diante do tecnicamente fraco Emelec, a vitória seria o mais lógico, como estava acontecendo. Mas o time do Equador aproveitou as brechas para sair de campo com a vitória diante de sua torcida.
A defesa rubro negra era o setor mais fraco. Muitos erros individuais, desarmes mal feitos, falta de técnica e passes errados. Além disso, o experiente Figueroa aproveitou a falta de maldade da defesa, principalmente de Welinton, e deixou dois tentos assinados. Aliás, dois gols do Emelec foram de bola aérea, que vem sendo um problema do Flamengo há alguns anos e nunca é resolvido.
Como todo mundo vive repetindo, Libertadores não é Carioca, e o Flamengo precisa se dedicar mais à competição. Impressionante como ultimamente o time só passa por situações difíceis na Libertadores (quem já esqueceu dos 3 a 0 para o América do México em pleno Maracanã, com show do Cabañas?). Agora, para classificar, o Flamengo precisa vencer o já classificado Lanús da Argentina e torcer para um empate entre Olímpia e Emelec. Não é impossível, mas bem difícil. E eu espero que se o Flamengo se classificar, ele se dedique mais à essa competição que todos os times lutam tanto para participar.
domingo, 6 de novembro de 2011
Quando tudo dá errado
5 a 1. Mas um 5 a 1 de verdade, com propriedade e tudo mais que se tem direito. Aliás, não tem como um 5 a 1 não ser com propriedade, o placar já diz tudo por si próprio. Do lado rubro negro, festa, comemoração, o retorno à briga pelo título. Do lado celeste, tristeza, decepção, a entrada na zona de rebaixamento, algo tão novo na vida do cruzeirense.
Flamengo e Cruzeiro foi um jogo de um time só. Os atletas cariocas brilharam, enquanto no Cruzeiro, apenas um argentino conseguiu fazer alguma coisa por um time que parece que não tem como melhorar.
O que deu errado?
O Cruzeiro está sem rumo, sem um comandante firme, sem um bom direcionamento para deixar essa má fase em que se encontra. A situação já vinha ruim desde o início da competição. Mas um ruim ok, um ruim na zona de classificação para a Sul Americana. Agora o ruim passou a ser desesperador. O ruim quer dizer zona de rebaixamento. E estar numa situação dessas, a essa altura do campeonato (literalmente!) é bastante complicado.
Apenas Montillo está presente no time do Cruzeiro. É sempre ele. Quando ganha, quando perde, é o único que tenta fazer alguma coisa. Que me desculpem os cruzeirenses que acreditam que mais alguém fez algo pelo time. Na minha opinião, só o argentino está salvando ali. Foi ele quem começou a jogada do gol (único) celeste. Ele quem criou oportunidades e sofreu um pênalti que poderia mudar a história da partida.
Montillo foi substituído com dores na coxa - Foto: Site Terra
Mas quando a fase é ruim não tem jeito, né? Victorino foi quem bateu a penalidade. Se acertasse o placar mudaria para 2 a 0, em plena casa do adversário. Mas não seria tão fácil assim. O uruguaio perdeu a chance de ampliar e desperdiçou a cobrança do pênalti.
Eu seria injusta se culpasse apenas Victorino pela derrota. Cribari foi mal, Anselmo Ramon foi mal, Farías foi mal. O time não está legal. E olha, não é um time ruim. Ok, está longe de ser um timaço. Mas não é ruim. O erro começou no início do ano, com a derrota na Libertadores. Ali começou a tudo dar errado.
Para azar celeste, o Flamengo estava numa tarde mais que inspirada. Até Victorino perder o pênalti, a partida estava de igual para igual. Mas depois disso, a equipe carioca passou a dominar o jogo. A volta do segundo tempo então foi avassaladora. Três gols num intervalo de 12 minutos. Isso demonstra que o Flamengo não está morto, apesar da enorme instabilidade do time, que ora vai muito bem, ora vai muito mal.
Thiago Neves brilhou. Fez três gols e agitou a torcida que estava acompanhando o jogo. Mostrou que tem mais futebol do que muitos pensam e que pode sim ser estrela quando Ronaldinho Gaúcho não está lá muito bem em campo.
Thiago Neves brilhou; R10 esteve apagado durante a partida - Foto: Vipcomm
Outro que se redimiu foi Deivid. Os flamenguistas não gostam dele, eu sei. Mas hoje ele marcou dois gols e participou ativamente de todo o jogo. Hoje (não sei se vai continuar assim), a torcida no Engenhão aplaudiu o atleta, que retribuiu à altura mostrando um bom futebol.
Enquanto o Flamengo volta à briga pelo título, o Cruzeiro trava uma briga ainda mais difícil. Escapar do rebaixamento é muito complicado, porque a auto estima da equipe fica baixa e cada jogo perdido afunda ainda mais o time (menos o Galo, que está acostumado e sempre briga para sair dali). Eu não consigo visualizar o que deve ser feito no time celeste. Sinceramente, não sei. Mas o que tiver de ser feito, tem que ser logo, porque o torcedor não quer que seu time, pela primeira vez na história, caia para a Série B e viva uma realidade tão diferente daquela comum à Raposa.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
E o Flamengo empacou...
Bahia venceu Flamengo por 3 a 1 no Engenhão - Foto: Getty Images
A equipe baiana fez uma partida exemplar e mostrou que pode deixar essa condição de "fraca". Aproveitou todas as chances que surgiram e venceram por um placar de 3 a 1 com firmeza. E dizer que foi a falta de Ronaldinho que levou à derrota é ingenuidade pura. O Flamengo já não é mais o mesmo há algum tempo e do jeito que está vai começar a perder posições até parar de brigar pelo título.
O que deu errado?
Ok, vocês vão me falar que o Flamengo começou jogando melhor, até parecia que ia se dar bem no jogo. Tudo bem. Mas a criatividade do time era zero, nula. O time carioca não fez nada, mesmo com a posse de bola favorável. Não criou, não armou nenhuma jogada, nada. É a síndrome da falta do Gaúcho. O time tem que aprender a se virar sem sua maior estrela. Saber que há atletas de qualidade na equipe além de R10. O time tem que ter mais auto-estima, confiar mais no seu plantel.
Sem o Gaúcho, Thiago Neves não soube brilhar. Perdeu a oportunidade de se destacar, de ser o protagonista. Teve algumas oportunidades em cobranças de falta, mas desperdiçou. Além disso, foi muito bem marcado por Fahel, ex-botafoguense.
Willians, sensação no primeiro turno (tá bom, sensação foi exagero, mas ele foi muito bem no início do campeonato), já não está mais tão bem quanto antes. Continua sendo um homem importante na marcação, mas não consegue sair para o jogo, perde muitas oportunidades de armar um contragolpe. E Jael (o cruel) esteve apagadinho... Muito apagado. E nos lances que apareceu, literalmente brigou com a bola.
Luxemburgo: um mês sem vitórias - Foto: Site Terra
Já as substituições de Luxa (queimadas todas de uma vez só aos 10 do segundo tempo) foram, eu diria, inúteis. Fierro só entrou para errar um cruzamento ridículo. Negueba, coitado, até tentou, mas não mudou em nada a situação do Flamengo. E Diego Maurício, que foi outro que até tentou dar uma pressão, mas não conseguiu mudar os 3 a 1 conquistados no primeiro tempo pelo visitante.
O Baêa me surpreendeu. O interino Eduardo Souza conseguiu montar um time redondo, que soube muito bem segurar o Flamengo. Marcação impecável, tranquilidade e visão para esperar os momentos certos para ir para o ataque. Nem parecia um time que briga para sair do Z4.
Os experientes Ricardinho, Carlos Alberto, Souza e Reinaldo formaram um quadrado ofensivo pra lá de eficiente. Foram para cima, não deram sossego para a zaga rubro negra, chutaram bastante a gol. Deram trabalho mesmo. Mas, coincidentemente, apesar de terem feito um bom jogo, apenas o Souza deixou o seu entre os três gols da vitória.
Souza puxa coreografia após marcar gol - Foto: Agência Lance
Os que brilharam mesmo foram Dodô e Titi. O lateral e o zagueiro estiveram inteiros o jogo todo. Muito atentos aos ataques do Flamengo, não deram espaço e fizeram uma marcação muito forte. Mas mais do que isso, além de terem sido importantíssimos na defesa, saíram também para o ataque, com ótimas jogadas. Tanto que os dois deixaram seus gols.
A vitória do Bahia foi mais do que merecida. O time jogou para valer, entrou em campo querendo os três pontos (que aliás, foram dedicados ao novo treinador da equipe, Joel Santana). O Bahia buscou, correu atrás e conseguiu. Enquanto isso, o Flamengo, na sua sublime dependência do Gaúcho, não fez nada em campo, ficou perdido e perdeu a chance de avançar na tabela, numa rodada em que os adversários diretos também tropeçaram. O rubro negro está há seis jogos sem vencer. Parece não querer disputar o título, não está tendo uma postura de campeão. O time tem que deixar de achar que é imbatível e começar (novamente) a mostrar futebol, caso queira mesmo figurar entre os times do topo da tabela.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
A 90 minutos do título
Clima quente no clássic - Foto: Getty ImagesO início do jogo foi marcado por muita chuva. Os dois times nervosos e o Fluminense atacando mais. Rafael Moura inspirado, indo pra cima. Mas os refletores do Engenhão apagaram e o jogo ficou paralisado por 20 minutos. O suficiente para o Flu voltar decidido a abrir o marcador. E foi o que fez. He-Man marcou (impedido demais, diga-se de passagem) e o tricolor continuou em cima da equipe rubro-negra.
Faltas, muitas faltas. E muitos cartões também. É como eu disse, foi um jogo sem muita técnica e com muito nervosismo. E um segundo tempo bem melhor do lado flamenguista. O Fluminense caiu de produção e Thiago Neves aproveitou para empatar. A decisão foi para os pênaltis.
No meu balanço foi um jogo que valeu a pena assistir. E claro, azar da equipe que deixa uma partida ir para os pênaltis contra o Flamengo (principalmente no Carioca). A camisa pesa, o adversário treme. E foi o que aconteceu.
O que deu errado?
Vamos começar falando do que deu errado, mas no fim das contas deu certo. Uma chuva de joelhos machucados. Ronaldinho Gaúcho apareceu (ou melhor, nem apareceu) com uma lesão no joelho esquerdo (deve ter se machucado jogando futevôlei, só pode). Léo Moura machucou o joelho direito logo no comecinho e Maldonado vai operar o joelho esquerdo (ufa!). As substituições poderiam ter sido um fiasco, mas os substitutos seguraram bem a barra.
No lugar do Ronaldinho Gaúcho, entrou Diego Maurício. E os rubro-negros agradeceram pelo R10 ter se machucado. O jogador esteve ativo durante todo o tempo. Tudo bem, errou muitos passes, mas converteu (com muito sangue frio e concentração) o pênalti da vitória.
E o Thiago Neves? Alguém lembra que ele já foi tricolor? Pois ontem ele marcou um gol no tempo normal, perdeu pênalti e no fim ainda dançou o Creu (coreografia que o próprio jogador fez num Fla-Flu em 2008, quando ele ainda defendia o tricolor). Se não tivesse perdido o pênalti seria o herói do jogo. E se o Flamengo tivesse perdido, seria crucificado por não ter convertido o pênalti (coisas do futebol...).
Welinton e Thiago Neves comemoram a vitória - Foto: Agência EstadoOutro grandioso foi o Willians. Na minha opinião, um dos únicos jogadores consistentes de fato na equipe do Flamengo. O cara é um gigante no desarme. Merece ser visto com olhos mais atentos em meio a uma equipe de estrelas. O goleiro Felipe foi decisivo. Fez boas defesas, jogou bem e nos pênaltis defendeu duas cobranças (eu não gosto do Felipe, não gosto do estilo de jogo dele, mas a gente tem que reconhecer quando o cara é bom).
No Fluminense, o meio campo não conseguia criar de forma alguma. Com isso, Fred e Rafael Moura ficavam sem ter o que fazer e tinham que voltar pra buscar o jogo. O He-Man foi mais perigoso. Deixou o gol dele, se movimentou, brigou (como sempre). Já o Fred fez aquele jogo meia boca. Muito parado, sem ter muito o que fazer, a única coisa que fez foi converter o primeiro pênalti do Fluminense.
Rafael Moura comemora o gol - Foto: Wallace TeixeiraO Conca (maestro do Fluminense, vamos combinar) não estava muito inspirado. Esteve bem, mas nada decisivo. E o Fluminense parece ser um time com muito fôlego (como foi contra o Argentinos Jr. pela Libertadores) apenas quando o Conca está inspiradíssimo. Digo e repito. Um time não pode depender só de um jogador, isso é muito perigoso.
Assim, o Flamengo enfrenta o Vasco na final da Taça Rio e pode ser campeão Carioca sem precisar dos jogos da final, já que venceu a Guanabara. Agora o Flu tem que focar na Libertadores. O Carioca já era. Mas depois da vitória heróica na última rodada da Libertadores, o tricolor tem mesmo que investir pesado na competição, pois dá para ir longe.
Torcida do Flamengo comemora a vitória debaixo de chuva - Foto: Site Fim de Jogoterça-feira, 12 de abril de 2011
Bonde sem Freio
Em um clássico morno, a equipe rubro negra foi mais consistente, mais decidida (queria ganhar mais do que o Botafogo - como sempre), fez o tinha de fazer e carimbou o passaporte para a semifinal da Taça Rio.
O jogo foi repleto de passes errados (muitos, mas muitos mesmo!) e cartões amarelos (no fim do jogo o Botafogo recebeu três cartões amarelos em menos de 10 minutos - era o desespero tomando conta). Não foi digno de um clássico, não teve a paixão de um clássico, não teve a disputa que um clássico deve ter.
Mas, no fim das contas, um justo 2 a 0 para o Flamengo, que agora pode estar a 180 minutos de se sagrar campeão do Carioca. Será mesmo que o "Bonde sem Freio" do Mc Ronaldinho vai vingar?
O que deu errado?
Não acho que o Flamengo tenha ido muito bem em campo. Pelo contrário. O que desequilibrou foram as atuações de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Enquanto o R10 deu bons passes e ditou o ritmo do jogo, Thiago Neves foi oportunista e quando teve chance colocou a bola dentro do gol. Aliás, Thiago Neves está mostrando que veio para ficar e ser um grande ídolo da torcida do Fla.
Mas o que desequilibrou mesmo foi a péssima partida que o Botafogo fez. De doer os olhos. Todo mundo muito mal. A defesa, terrível. O Somália perdido, não marcou direito e errou até os passes curtinhos. Um meio de campo afobado, sem criação, sem propósito, sem idéias.
No time do Botafogo há apenas duas peças diferenciadas que eu nem preciso falar quem, né? (tá, mas vou falar mesmo assim - Jefferson e Loco). Se não fossem esses dois eu não sei o que seriam dos coitados dos botafoguenses. O Herrera até tenta, é super guerreiro. Mas é limitado tecnicamente, aí complica. Mas o Loco é de um posicionamento, de uma visão de jogo impressionantes. E o Jefferson nem precisa dizer, né? Se não tivesse ele todo jogo seria de goleada do time adversário.
O Botafogo não conseguia finalizar. Não conseguia acertar o último passe. Não acertava faltas laterais. Definitivamente não era o dia do Botafogo.
Reforços, essa é a palavra. E desse jeito mesmo, no plural. Se não chegar gente pra ajudar o time (e com urgência), o Botafogo não vai se dar bem em nenhuma competição.
E mais, o maior medo dos botafoguenses é de chegar o dia em que Jefferson e Abreu se cansarem de jogar numa equipe sem grandes perspectivas, com esse pensamento de time pequeno que sempre ronda o Glorioso.
Está na hora de grandes mudanças para o Bota ir pra frente.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Um ano para o Fla esquecer
Ontem praticamente deu tudo certo para os três que lutam pelo título. Três vitórias fizeram com que os times continuassem nas mesmas posições. Mais certo ainda pro Fluminense, que está a apenas uma vitória do título. Mas hoje vou falar especificamente sobre o jogo do Cruzeiro.
Mas o que deu errado, Samira?
Bom, para o Cruzeiro não muita coisa, né? Já para o Flamengo...
O time mineiro foi a Volta Redonda enfrentar o Fla. Duas situações bem diferentes. Um clube ovacionado pelos amantes do futebol, o outro, sofrendo fiasco atrás de fiasco na temporada.
O jogo em si não foi ruim. Tiveram até lances bons, como o gol do Fla que abriu o marcador. A partida até esteve quente em alguns momentos, não foi de todo ruim. Diego Maurício esteve bem, com uma ótima movimentação, por sinal.
O que deu errado?
Só um nome a dizer: Montillo. Esse daí quando está inspirado ninguém segura. Quando está inspirado sempre é o nome do jogo. É o cara por onde a bola sempre passa. Parece que a redondinha procura os pés dele. Foi o carrasco do jogo.
E o Flamengo, depois de levar o primeiro gol, deu uma desesperada. Achou que não dava mais. Isso porque aquele era "o" jogo para o time. O jogo que poderia valer a permanência na Série A.
Perdeu o jogo de ontem, mas se livrou do rebaixamento. Muita sorte. A combinação de resultados favoreceu o rubro negro carioca. A atuação não foi de quem queria sair daquela situação indigesta. Saiu por sorte.
Bom, mas eu escolhi esse jogo para dizer o que deu errado pelo fato de que muita coisa deu errado para o Flamengo esse ano. Eu diria que esse foi um ano para os flamenguistas esquecerem. Depois de conquistar o Campeonato no ano passado todos esperavam um time forte, motivado. Não. Nem no estadual, nem Brasileirão. Nada. Foi um time sem nenhum brio, sem nenhuma vontade aparente de vencer.
Um elenco estranho, com jogadores instáveis. O Pet, coitado, é ídolo, mas sua renovação foi um tiro no pé do Flamengo. Val Baiano (que provou não ser melhor que o Adriano) não marcou os gols que a diretoria imaginava que ele marcaria. Leo Moura é um bom jogador, mas não tem se mostrado inspirado a continuar muito tempo no time. Além disso (me perdoem o jeito que vou falar), mas quanto jogador velho, gordo e caro, né? Não é a cara do Flamengo um elenco assim.
Mas para mim, o pior dessa brincadeira toda foi a contratação do Luxemburgo. O cara só ferrou o Galo, assumiu o Flamengo e só ferrou o clube. Quando se contrata um técnico como o Luxemburgo deve-se arcar com um jogo de poder muito forte. Ele contrata quem ele quer, ele faz do jeito que ele quer. Se ele tem planos para o time só para 2011 é assim que fica. Sorte que o Kalil percebeu isso a tempo e achou a salvação no Dorival.
Mas no Flamengo, depois da saída do Zico, a Patrícia parece querer manter tudo calmo, sem muitos enfrentamentos. Só na temporada foram três treinadores. A situação não está nada boa. O comentário no clube é que 2011 será o ano da renovação. E é isso que espera a apaixonada torcida rubro-negra, que não reconheceu seu time esse ano e que esperava que as alegrias de 2009 se repetissem.
Enquanto isso, no topo da tabela, o Cruzeiro ainda sonha com o título.
A resposta? Já na semana que vem!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
A queda do Galinho
Porém, a notícia de que o Zico deixou o Flamengo tem por trás muito mais um "o que deu errado" do qualquer jogo dessa rodada.
O "sim"
Zico relutou muito para fazer parte da equipe do Fla, mas em 30 de maio foi anunciado pela presidente Patrícia Amorim como diretor de futebol.
O ídolo assumiu um clube que é o atual campeão brasileiro, mas que vivia (e vive, porque tá tudo na mesma) grandes dificuldades.
Mesmo assim Zico topou o desafio. Apaixonado pelo rubro-negro, isso ele é. O maior ídolo da torcida, o maior espelho dos jogadores.
Porém, na noite de ontem, Zico anunciou sua saída de seu tão amado Mengão.
O que deu errado?
Quais foram os maiores problemas enfrentados pelo treinador?
- Garotos da base mimados. Os mini craques são formados para vencer e vencer e não para se tornarem jogadores íntegros. Acham que podem tudo e vão assim para o profissional.
- Falta de reforços para a temporada. A perda de Love e Adriano, sem a contratação de jogadores a altura. (ou no peso, né?)
- O fiasco da contratação de Val Baiano, que no ano passado marcou 18 gols pelo Barueri (hoje Prudente) e esse ano nada fez de significativo pelo Flamengo. ("O Val Baiano é melhor que o Adriano"?, acho que não, hein Leifert)
- O fantasma de Eliza Samúdio, que ronda o Ninho do Urubu a todo momento.
- Um treinador temperamental, que dá declarações "atravessadas" para a imprensa.
- E, principalmente, falta de pulso por parte do Zico, já que não conseguiu se impor dentro do clube.
O Galinho foi atacado dentro do seu clube, sua família foi envolvida, o presidente do Conselho Fiscal não largava do seu pé.
Não fez muita coisa desde que chegou, deixou o barco antes de afundar, como se diz.
Ele sentiu que não dava mais, que não ia conseguir fazer o que gostaria no clube.
E pediu pra sair.
Não aguentou a pressão.
Agora o Flamengo está sem um comandante de peso e temos que aguardar para ver qual será o desfecho dessa história. O 15º lugar, pertinho da zona de rebaixamento, é merecido pela campanha vergonhosa. Dizem ainda que Luxemburgo deve vir no lugar de Silas. Só os próximos dias virão com as respostas.
Enquanto isso, fora do comando do seu time do coração, Zico dá sinais de decepção: "Serei ídolo enquanto quiserem. Se um dia não quiserem mais, ainda serei um cidadão com a certeza de ter feito meu melhor".
Não, Zico, você sempre será o maior ídolo de quem é Flamengo de coração.










