Dois clássicos. Um paulista. O outro carioca. Um prometendo ser o show de Neymar. O outro, prometendo ser uma bela partida de Diego Souza.
São Paulo e Santos. Botafogo e Vasco.
O tricolor paulista entrou em campo como coadjuvante.
O alvinegro carioca entrou em campo como um adversário simples, principalmente sem a sua maior estrela.
Mas o que se viu em campo foram dois times fortes e dois nomes: Lucas e Fellype Gabriel. O primeiro, um craque, inegável. O segundo, um jogador mediano que estava em um dia inspirado. De toda forma, as boas atuações dos garotos renderam vitórias folgadas nos clássicos.
O que deu errado?
O São Paulo, de casa cheia, teve muito volume de jogo. Entrou em campo com vontade e brigou toda a partida. No duelo entre Neymar e Lucas, o menino tricolor mostrou uma habilidade de encher os olhos de qualquer um. Enquanto isso, o Santos teve bastante trabalho. Dracena, Rafael e todo o pessoal ali de trás, tiveram que ficar espertos no início do jogo, com a pressão do adversário.
O Botafogo entrou em campo contra um Vasco sem as estrelas Dedé e Felipe. E pior, um Botafogo sem Loco Abreu. Mas a atuação do alvinegro foi boa, boas chances logo no começo, Elkeson armando boas jogadas, um time compacto e obedecendo bem às ordens do técnico.
No segundo tempo, o Santos voltou mais forte, com Elano na equipe, até conseguiu chegar ao gol. Mas não tinha jeito, mesmo com um a menos, São Paulo e Lucas brilharam na tarde de domingo. O garoto definiu o jogo em dois belíssimos contra-ataques. Marcou um gol, deu outro de presente para o Fabuloso.
O segundo tempo do Vasco também foi melhor. E o Bota, mesmo ganhando de 2 a 0, estava com um pé atrás, até porque "tem coisas que só acontecem com o Botafogo". Mas Fellype Gabriel estava em noite inspirada. 3 gols, decisivo, substituiu bem El Loco.
No Santos, Ibson esteve mal, só errou, só fez o que não devia. Além dele, Adriano estava muito, mas muito apagado, tanto que foi substituído (eu nem notei que ele estava em campo, alguém notou? rs). No Vasco, Diego Souza, que tem potencial de craque, preferiu novamente entrar em confusão, dar carrinhos violentos e não jogar bola direito.
O São Paulo teve algumas figuras importantes, como Denis, que segurou lá atrás e contriubuiu (e muito!) para a vitória tricolor e Luis Fabiano, que mesmo substituído saiu de campo aplaudido pela torcida. No Glorioso, Elkeson mostrou que consegue segurar a responsabilidade. Sem Loco, ele teve ótimos momentos na partida. E claro, Jefferson (o melhor goleiro do Brasil), seguro, dinâmico e ainda pegou um pênalti.
No final de semana de importantes clássicos, São Paulo e Botafogo, que não eram os favoritos, saíram de campo com vitórias significativas. Ok, as equipes não estão na Libertadores enquanto Santos e Vasco estão. Mas jogo é jogo, e como eu já disse, besteira poupar jogadores. Porque o que fica é a lembrança de uma boa atuação, de uma vitória com V maiúsculo em clássicos tão grandiosos, mesmo não valendo o título.
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segunda-feira, 19 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A vitória do coadjuvante
Me desculpem o longo período ausente. Mas agora voltei de vez, firme e forte, para a temporada 2012. E hoje vou começar falando da final da Guanabara.
Vasco e Fluminense. Uma promessa de uma partida disputada, emocionante. Um Vasco sensação, invicto, superior, favoritíssimo. Um Fluminense com vontade, com Fredgol afiado e um elenco integrado. Mas, na verdade, o tricolor carioca conseguiu domar a equipe cruzmaltina e carimbou 3 a 1, garantindo a Taça de campeão do primeiro turno do Rio.
Mas por que o time sensação se deu tão mal na final da Taça Guanabara? Por que o time tão bem armado ficou para trás e não conseguiu se impor durante a maior parte do jogo?
O que deu errado?
Eu confesso que acreditava em uma vitória vascaína. No início do jogo o Vasco foi para o ataque, Juninho bateu uma boa falta, a equipe mostrava volume de jogo. Tanto que deu bastante trabalho para Nem no lado esquerdo.
Mas diante da "organização" do Vasco, a equipe do Fluminense se reposicionou em campo e partiu para cima, buscando a vitória. Até então o jogo ficou "lá e cá", mas um lance mudou o rumo da partida. Fagner fez pênalti sobre Wellington Nem, que foi convertido por Fred e deu toda a confiança que a equipe precisava.
Fred aliás, que partidaça! Aproveitou todas as oportunidades possíveis e se mostrou mais do que em forma. Correu, participou, ficou muito bem posicionado e quando teve a chance colocou a bola para dentro do gol (mentira, ele poderia ter feito o quarto e não fez rs).
Outro que eu tiro o chapéu é o Deco. Fez um golaço, foi o maestro no meio do campo, foi inteligente e esperto. Fred, Deco e Thiago Neves abusaram de bons passes e bons lances. A equipe do Flu é incosistente. Disso não há dúvidas. Mas é um time muito integrado, que se encaixa bem e joga muito bem junto.
Por outro lado, o Vasco se perdeu em campo. Não teve nenhum esquema tático firme e tentou até se apoiar em Dedé no ataque. O time de Cristóvão é muito mais do que se apresentou no domingo, muito mais.
O Vasco não foi mal. os 3 a 1 foram até exagero. Mas a vitória foi para a equipe que se entregou em campo, que não tinha nada a perder, já que se classificou de última hora e não teve lá um desempenho impecável na primeira fase. O Fluminense, garantido na final do Carioca, agora pode pensar na Libertadores.
O jogo, que era do protagonista Vasco, acbou ficando para o coadjuvante Fluminense, que entrou em campo para vencer e saiu de lá com a Taça de campeão.
Vasco e Fluminense. Uma promessa de uma partida disputada, emocionante. Um Vasco sensação, invicto, superior, favoritíssimo. Um Fluminense com vontade, com Fredgol afiado e um elenco integrado. Mas, na verdade, o tricolor carioca conseguiu domar a equipe cruzmaltina e carimbou 3 a 1, garantindo a Taça de campeão do primeiro turno do Rio.
Mas por que o time sensação se deu tão mal na final da Taça Guanabara? Por que o time tão bem armado ficou para trás e não conseguiu se impor durante a maior parte do jogo?
O que deu errado?
Eu confesso que acreditava em uma vitória vascaína. No início do jogo o Vasco foi para o ataque, Juninho bateu uma boa falta, a equipe mostrava volume de jogo. Tanto que deu bastante trabalho para Nem no lado esquerdo.
Mas diante da "organização" do Vasco, a equipe do Fluminense se reposicionou em campo e partiu para cima, buscando a vitória. Até então o jogo ficou "lá e cá", mas um lance mudou o rumo da partida. Fagner fez pênalti sobre Wellington Nem, que foi convertido por Fred e deu toda a confiança que a equipe precisava.
Fred aliás, que partidaça! Aproveitou todas as oportunidades possíveis e se mostrou mais do que em forma. Correu, participou, ficou muito bem posicionado e quando teve a chance colocou a bola para dentro do gol (mentira, ele poderia ter feito o quarto e não fez rs).
Outro que eu tiro o chapéu é o Deco. Fez um golaço, foi o maestro no meio do campo, foi inteligente e esperto. Fred, Deco e Thiago Neves abusaram de bons passes e bons lances. A equipe do Flu é incosistente. Disso não há dúvidas. Mas é um time muito integrado, que se encaixa bem e joga muito bem junto.
Por outro lado, o Vasco se perdeu em campo. Não teve nenhum esquema tático firme e tentou até se apoiar em Dedé no ataque. O time de Cristóvão é muito mais do que se apresentou no domingo, muito mais.
O Vasco não foi mal. os 3 a 1 foram até exagero. Mas a vitória foi para a equipe que se entregou em campo, que não tinha nada a perder, já que se classificou de última hora e não teve lá um desempenho impecável na primeira fase. O Fluminense, garantido na final do Carioca, agora pode pensar na Libertadores.
O jogo, que era do protagonista Vasco, acbou ficando para o coadjuvante Fluminense, que entrou em campo para vencer e saiu de lá com a Taça de campeão.
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