domingo, 24 de junho de 2012

Um jogo de oportunidades

Na noite de sábado o Cruzeiro venceu com V maiúsculo o Vasco, em São Januário. Sem Copa do Brasil, sem Libertadores. Os times estavam ali, jogando o Brasileirão, brigando pela ponta da tabela.

Os dois melhores times da competição (pelo menos de acordo com a classificação) até então estavam invictos; o Vasco vinha de quatro vitórias e um empate, enquanto o Cruzeiro vinha de três vitórias e dois empates. O time mineiro fez um jogo inteligente, venceu por 3 a 1 e conseguiu sair da casa do adversário somando três pontos e assumindo a lideranção do Campeonato Brasileiro.

 Cruzeiro assumiu a ponta depois da vitória sobre o Vasco - Foto: Lancepress


O que deu errado?

O Cruzeiro, claro, começou na retranca. Ok, é a forma do Roth montar o time. Mas ontem a equipe foi esperta e aproveitou todas as brechas do adversário. O começo da partida não foi muito bom, com o time mineiro fechado e o Vasco sem conseguir avançar. O primeiro tempo, aliás, foi mais do Vasco, que chegou mais, tentou mais. Porém, devagar, o time celeste conseguiu encontrar o caminho do gol. E o grande "culpado" por isso foi Montillo. O atleta sabe como ninguém ditar o ritmo da partida e foi o que ele fez neste sábado. Marcou um belo gol e esteve presente e apresentando perigo durante todo o jogo.

No Vasco, o primeiro gol do adversário foi aquela verdadeira lambança. Prass e Eder Luiz se enrolaram e acabaram permitindo que o Cruzeiro marcasse. Eder Luiz saiu vaiado pela torcida no intervalo, até porque, além desse lance do gol, ele não conseguiu em nada ajudar a equipe cruzmaltina.

Apesar da falha, eu gosto do Prass. Acho ele um bom goleiro, bem posicionado, sabe sair do gol. Mas ontem ele estava num dia sem a mínima inspiração. Errou na reposição de bola que resultou no primeiro gol e estava muito mal colocado no gol de Wellington Paulista. Foi um gol de cobertura do camisa nove celeste, ok. Mas tem gols de cobertura e gols de cobertura, esse foi um gol que dava para pegar. Mas não estou tirando nenhum mérito do Prass. Apenas o dia de ontem não foi lá muito feliz, acredito que nas próximas partidas ele já vai estar bem novamente.

 Prass não estava em uma noite muito feliz contra o Cruzeiro - Foto: Daniel Carvalho

Falando em Wellington Paulista, gostei bastante do ataque cruzeirense. O camisa 9 foi bem, soube se movimentar em campo. No seu lugar entrou Anselmo Ramon que é um jogador ok, mas vira e mexe consegue marcar o seu golzinho em jogos importantes como esse contra o Vasco.

Vasco x Cruzeiro esteve longe de ser um jogo tecnicamente bom. Mas foi um jogo inesperado, com uma boa postura da equipe visitante, que soube aproveitar as brechas para sair de São Januário com a vitória. Não são os dois melhores elencos do Brasileirão, pelo menos na minha opinião. Mas, estão se dedicando à competição, conseguindo bons resultados e estão na parte de cima da tabela. Bom para os torcedores de Vasco e Cruzeiro, que respectivamente desde 2000 e 2003 não veem seu time campeão brasileiro.

domingo, 10 de junho de 2012

Uma estreia modesta

Depois de toda a polêmica, ontem foi a estreia de Ronaldinho Gaúcho no Atlético. Sem muita badalação, sem muita festa, do jeito que é o futebol mineiro. Mas na estreia de R49 (oi?), o que vimos foi uma partida monótona, com Galo e Palmeiras mostrando que tem dois times bem fracos para o Brasileirão.

 Ronaldinho estreiou pelo Galo contra o Palmeiras - Foto: Ricardo Matsukawa

Uma modesta vitória por 1 a 0 foi o máximo que o Atlético conseguiu. Mas sinceramente? Diante do fraco time do Palmeiras, era para o placar ter sido bem maior.

O que deu errado?

O Galo venceu, fez o dever de casa e dormiu na liderança. O Palmeiras se afundou mais e não conseguiu se encontrar em campo. Apesar desse cenário, eu li em alguns sites de esporte que "Ronaldinho gaúcho jogou muito bem", "Galo foi consistente"... Sinceramente? Quem escreveu isso não viu o mesmo jogo que eu. O Atlético jogou mal, já o Palmeiras está morto. O Galo perdeu muitas chances de gol (sim, foi prejudicado pela arbitragem - e muito!), porque 1 a 0 foi muito, mas muito pouco. O time do Palmeiras joga aberto, está apático, não tem marcação e não tem muita vida. O Atlético deveria ter aproveitado que estava com o time entrosado e ter feito alguma coisa mais significativa, concordam?

Ronaldinho Gaúcho não estreiou mal, não disse isso. Foi na mesma média que estava jogando pelo Fla, nem mal, nem bem. Poderia ter feito muito mais diante do espaço que teve em campo, da boa movimentação do Jô. O Jô sim eu achei que foi bem. Aliás, ótima compra, vai trazer bons frutos para o Galo (e eu não dava nada por ele - tenho uma birra eterna com esses atletas problemáticos). Eu não sou do time que acha que a ida de R10 (ou seria 49?) para o Atlético foi ruim. Pelo contrário. Acho que vai ser maravilhoso, em todos os sentidos. No marketing, na visibilidade, na atenção que o time há muito não recebe. E, se o Gaúcho colaborar, pode mostrar um bom futebol e ajudar a equipe a ir melhor do que tem ido ultimamente.

 Jô e R.Gaúcho são as esperanças do Galo para o Brasileirão - Foto: Site Terra

No Palmeiras, meu Deus, deu muita coisa errada. A zaga (que zaga? rs) é muito fraca. Os laterais são bem perdidos. Thiago Heleno, Henrique e cia limitada não conseguem fechar lá atrás e abrem muito espaço para o adversário.

A única peça que salva no Palmeiras é Marcos Assunção. Ele sim eu gosto. E o time joga os 90 minutos esperando faltas na entrada da área, pois é sempre a única chance de gol da equipe. Ontem vendo o jogo com meus primos, um deles brincou: "O Palmeiras deveria jogar com vários atacantes, que ficariam na entrada da área só cavando falta, porque só assim que o time é perigo". Uma pena, um time tão tradicional, que já teve épocas tão boas, vivendo um momento em que ninguém dá nada por ele, ninguém acredita, ninguém confia.

 As faltas cobradas por Marcos Assunção levaram perigo ao gol do Galo - Foto: Terra

No fim das contas, foi um jogo que serviu para podermos analisar vários pontos. O primeiro é que Ronaldinho Gaúcho e Jô podem ser uma boa dupla para esse ano. O segundo é que o Palmeiras precisa de fôlego novo, se continuar desse jeito vai ser complicado. O terceiro é que esse ano tem poucos times realmente bons e candidatos ao título. Mas, como o futebol é uma caixinha de surpresas, o que nos resta é acompanhar as próximas rodadas e ver como o Galo vai se comportar na liderança e se Palmeiras vai conseguir se recompor.

domingo, 20 de maio de 2012

E começa mais um Brasileirão!



Ai, o Brasileirão... O campeonato mais disputado do Brasil, as melhores equipes, os times jogando pra valer. Os Estaduais cansam, ficam bons só no final. Mas o Campeonato Brasileiro tem uma característica que eu gosto muito: os torcedores vibram muito com a primeira vitória do time. E mesmo que muitas equipes priorizem a Libertadores e Copa do Brasil e joguem com o time reserva ou um mistão, a disputa começa sim desde o início.

Meu pai já me ligou todo feliz para gente falar sobre a vitória do nosso time (vocês sabem qual é? rs), já vi aqui em São Paulo muitos torcedores do Corinthians falando que só perdeu porque era o time reserva, já vi os comentários sobre o Herrera recusando de pedir música no Fantástico...

Por isso hoje não tem como falar "o que deu errado", vocês concordam?
Porque a primeira rodada é uma grande festa, é o pontapé inicial para o nosso companheiro que nos acompanha até o final do ano, o Brasileirão.

Dá pra falar que na disputa entre os dois últimos campeões brasileiros, o Flu levou a melhor e venceu o Corinthians em um jogo bem ruim. O Bota fez uma linda virada sobre o São Paulo, com o argentino Herrera dominando a partida e mostrando que ele não merece a reserva. O Inter passou fácil pelo Coritiba, o Galo ganhou da Ponte fora de casa, O Figueira passou pelo Náutico e o Vascão ganhou do Grêmio num duelo de reservas, mas que precisou da forcinha dos titulares.

Assim que acabarem Libertadores e Copa do Brasil os times engrenam, mas espero que eles se lembrem de exemplos recentes de que priorizar uma competição enquanto disputa outra quase sempre dá errado lá pra frente.

Bom Brasileirão pra todos!

*sei que está um pouco tarde para pedir desculpas pela falta de post nas finais dos Estaduais, mas é que eu estou sem internet em casa, o que está dificultando os trabalhos no blog. Mas prometo que vou tentar ficar em dia!

-Fotos: GazetaPress e Globoesporte.com

domingo, 6 de maio de 2012

Com a mão na taça

O último invicto brasileiro na temporada caiu. E na hora errada. Num domingo de decisão do Carioca, o Botafogo perdeu por 4 a 1 do Fluminense, de virada.

O jogo nem foi assim tão desequilibrado para ter esse placar. Mas o tricolor foi eficiente e aproveitou todas as chances de balançar as redes do alvinegro.

 Estrelas do Flu se destacaram na decisão - Foto: Photocamera

O que deu errado?

O Bota começou a partida indo para cima e abriu o placar com Renato, que voltou de lesão. O jogo estava bastante equilibrado, as duas equipes atacando, o Fluminense correndo atrás do empate. E conseguiu. Em uma bela bicicleta de Fred, o tricolor deixou o placar igual e a partida foi para o intervalo com o placar marcando 1 a 1. Até então a partida estava lá e cá.

Mas na volta do intervalo o Flu foi avassalador. Uma atuação de gala da equipe de Abel Braga. Deco, o maestro de sempre, distribuiu o jogo como ninguém. Além disso, deu um passe incrível para o gol de Rafael Sóbis. Sóbis, aliás foi outro inspirado em campo. Bem posicionado, com raça e vontade, foi matador. Fez dois em uma decisão importantíssima, em que os times estavam jogando de igual para igual. Fred também foi bem, o golaço de bicicleta foi só para provar que o faro de artilheiro do camisa 9 ainda está presente ali.

No Botafogo, Loco Abreu não apareceu como deveria. Faltou criatividade, faltou vontade. Não digo que jogou mal, pois como eu disse, a partida foi "até que equilibrada". Mas os ídolos estão ali justamente para fazer a diferença nesses momentos difíceis. E o Loco não fez. Nem ele, nem Maicossuel, nem Elkeson. O trio alvinegro estava apagado e sem inspiração, o que fez com que os 90 minutos iniciais da decisão carioca ficasse fácil para o Fluminense.

 Uruguaio Loco Abreu não fez uma boa partida - Foto: AGIF

Outro fato que desequilibrou a partida foi a expulsão do lateral Lucas. O jogador fez uma falta infantil em Thiago Neves e deixou sua equipe com um a menos por todo o segundo tempo. E olha que ele nem estava jogando mal, estava até bem. Mas depois dessa, numa decisão, com certeza perdeu a confiança de boa parte da torcida.

Além de tudo isso, minha opinião sincera é de que falta atitude em Oswaldo de Oliveira. Não sei, acho que falta aquele "borogodó" que um bom técnico tem, aquele pensamento rápido, aquela percepção do que fazer quando o time está mal. Não consigo entender muito bem ele não aproveitar o Herrera num momento como essa final. Todo alvinegro sabe que o jogador, apesar de não ser craque, tem sangue frio e sabe como ninguém jogar uma decisão.

Fluminense e Botafogo voltam a se enfrentar no próximo domingo - Foto: Agência Lance

O que faltou para o Bota sobrou para o Flu: atitude. A diferença foram os ídolos tricolores que estavam inspirados e entraram para jogar a final com muita vontade. Na semana que vem vai ser difícil para o Botafogo tirar a diferença de gols. Mas como essa tarde a estrela dos jogadores do Fluminense brilharam, nada custa a estrela dos atletas alvinegros brilhar na próxima partida. Alguém duvida que vai ser uma final eletrizante?

domingo, 22 de abril de 2012

A queda do império

O primeiro colocado contra o oitavo. Um Corinthians grande, contra uma singela Ponte. Sério, alguém contava com essa zebra? O Corinthians, que está fazendo uma ótima campanha na Libertadores, fez uma irretocável campanha no Paulistão, num jogo decisivo como esse perdeu, diante da apaixonada torcida, para um time que teoricamente não é tão bom quanto o adversário.

É, temos que analisar com muito cuidado o que deu errado na partida, que aliás, foi emocionante!

Deu zebra! Ponte venceu o Corinthians em pleno Pacaembu - Foto: Gazeta Press

O que deu errado?

Me perdoem os defensores de Julio Cesar. Para mim o problema do Timão está longe de ser o Tite (que por sinal eu gosto bastante). O grande problema do Corinthians está no gol. Em momentos decisivos o Julio sempre falha. E hoje não foi diferente. No primeiro gol cometeu uma falha imperdoável para um jogo dessa importância. Num chute de William Magrão (um chute forte, mas nem tão forte assim) o arqueiro corinthiano deixou a bola passar e a Ponte abrir o placar. Foi o suficiente para tirar toda a confiança da equipe. No terceiro gol da Ponte o goleiro também falhou num momento decisivo, em que ainda dava para buscar o resultado. Depois de uma atrapalhada reposição de bola de Julio, Rodrigo Pimpão aproveitou a oportunidade e marcou o terceiro e decisivo gol da equipe de Campinas.

Além de Julio, tiveram alguns destaques negativos na equipe do Corinthians. Liedson, por mais que venha tentando, não está bem posicionado em campo. Algumas bolas até chegaram até ele, mas o jogador estava atrasado na maioria delas. Algumas vezes conseguiu chutar a gol, mas não levou muito perigo ao bom goleiro Bruno. Danilo também mal apareceu, foi anulado pela equipe adversária, tanto que foi substituído no intervalo.

Corinthians 2, Ponte 3 - Foto: Site UOL

Na verdade, a equipe do Corinthians só foi melhorar mesmo no segundo tempo, quando Tite quis lançar um time mais ofensivo, trocando Danilo por Douglas e Jorge Henrique por Alex. E deu resultado, o Corinthians foi atrás e tentava a todo momento chegar ao gol. Mas é como eu sempre digo, quando tudo dá errado não tem o que resolva. Mas confesso que quando o Corinthians fez o segundo gol eu achei que o time ia conseguir o empate. Eu vi raça, eu vi vontade, eu vi desespero. Mas isso só no segundo tempo, o que foi tarde demais.

A entrada de Willian no lugar de Marquinhos também foi uma bela sacada. O jogo ganhou um novo fôlego e ganhou ares de mata mata, aquela emoção que sempre falta nos campeonatos de pontos corridos e que só jogos decisivos assim tem. O garoto fez gol, colocou o time pra frente, deu gás, deu força.

Mas o time da Ponte entrou em campo obstinado. Deu pra ver desde o primeiro minuto. Acho que isso é o que mais deu errado para o Timão. O time da Ponte está longe de ser um time ruim, mas não chega perto do elenco corinthiano. Apesar disso, entrou em campo de igual para igual e conseguiu desequilibrar na vontade e na determinação. Cicinho estava em tarde inspirada, se movimentou muito bem, aproveitou bem os contra ataques. Além dele tinha Roger e Pimpão, que fizeram uma boa partida e deram muito trabalho para a defesa do Corinthians.

Ponte avançou para a semi do Paulistão - Foto: Leonardo Soares

Inesperado, no mínimo. Um Corinthians que estava há oito jogos só vencendo, há 12 sem perder, uma campanha incrível. Porém, perdeu o primeiro mata mata do ano, justo agora, que a Libertadores também entra na fase do mata mata. Sim, uma derrota sempre tira a confiança de uma equipe, não tem como negar. E eu espero que o elenco corinthiano não perca a confiança e saiba separar as competições. Porque no dia 2 de maio já tem disputa pela Libertadores, jogo teoricamente fácil contra o Emelec. Mas o jogo de hoje também era teoricamente fácil e a equipe desperdiçou a chance de avançar no Paulistão e continuar com uma campanha irretocável na temporada.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Com gosto de vingança

Confesso que não esperava o resultado de ontem no jogo do Fluminense. Depois da vitória na Bombonera, eu esperava um tricolor mais forte, mais firme. E eu também não esperava que o Boca entraria em campo querendo a vingança, buscando a vitória.

Flu perdeu para o Boca em pleno engenhão - Foto: EFE

Uma vitória simples deixaria o Fluminense perto de ter a melhor campanha da Libertadores. Engenhão cheio, torcedores empolgados. Tem melhor cenário para uma vitória na competição das Américas? Mas não, o time de Abel não fez o dever de casa e saiu de campo com a derrota por 2 a 0.

O que deu errado?

O Boca já chegou indo pra cima. Mesmo sem Riquelme, o time argentino mostrou a que vinha logo no começo, indo para o ataque. Apesar de não levar grande perigo ao gol de Cavalieri, o time começou pra frente, ousado. Mas não vou ser injusta, o Flu também se mostrou presente, até mais que o Boca, tentou ficar sempre com a posse de bola. Depois de tomar o primeiro gol foi para cima, quase empatou. Mas quando tudo dá errado, não tem o que fazer.

Jogadores do Boca comemoram gol - Foto: Site Uol

A marcação argentina estava bem montada. Thiago Neves e Fred praticamente não apareceram em campo. Os hermanos fizeram um esquema certeiro, anulando as principais armas tricolores. Thiago Neves, quem? Sumido, nada fez no jogo. Fred a mesma coisa. Saiu de campo sentindo um incômodo na coxa, mas quem ficou incomodado mesmo foi o torcedor, que esperava mais do camisa 9. Fred, aliás, há tempos não consegue completar uma partida; ou sente dores, ou é poupado. O que é uma pena, pois o atleta tem muita qualidade.

O segundo tempo foi muito tenso, bem mais que o primeiro. Falha na defesa do Flu, os dois times sem conseguir grandes finalizações, as equipes tentando chegar ao gol, mas sem nenhuma objetividade, enfim, uma reprise tensa da primeira etapa. O Fluminense até tentou buscar, mas o pênalti perdido por Rafael Moura enterrou de vez qualquer possibilidade de reação, de pelo menos buscar o empate.

O que não deu errado para o Flu foi o Deco. Eu gosto muito da qualidade do jogador. O meia sabe como ninguém distribuir jogo. E contra o Boca não foi diferente. O grande problema é que ninguém soube aproveitar as chances para marcar para o Fluminense.

Deco foi o melhor do Flu em campo - Foto: Site Terra

A derrota não foi tão mau negócio para o Flu. Até porque é bom para o time ficar mais ligado e ver que não está assim tão imbatível. Agora, para a semana que vem, é torcer para o Velez não vencer, para o time carioca poder fazer os jogos de volta em casa. Mas depois da derrota de ontem, com o Engenhão lotado com 36 mil tricolores, eu fico me perguntando: será que fazer os jogos em casa será mesmo um bom negócio para o Flu?

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A derrota e a lanterna

Um vexame sempre é vergonhoso, certo? Mas um vexame na Libertadores é ainda mais. Teoricamente, os times que estão na competição das Américas são os melhores, os mais competitivos, os mais fortes. Alguém aí tem a coragem de dizer que o Flamengo tem um elenco forte e competitivo? Eu não.

Na última quarta-feira, o rubro negro carioca perdeu para o Emelec no Equador por 3 a 2, numa partida bem estranha, em que o time de Joel esteve à frente no placar por duas vezes e permitiu a virada no fim do jogo. Junto com a derrota para a equipe equatoriana, o Flamengo perdeu o respeito na Libertadores e perdeu a confiança dos seus torcedores. O time hoje ocupa a lanterna do grupo, precisando de uma combinação de resultados para se classificar para a próxima fase.

Flamengo perdeu para o Emelec por 3 a 2 - Foto: Site Terra

O que deu errado?

Para começar, o Flamengo vive um momento errado. Essa insistência em levar o Adriano, a falta de comprometimento de Ronaldinho, a troca de Vanderlei por Joel, a falta de pulso de Patrícia. Enfim, são muitos fatores que constróem um cenário preocupante e nada agradável na Gávea. Isso tudo de reflete dentro de campo, com um grupo que não mostra entrosamento, apesar de ser um bom time.

O jogo contra o Emelec teve um protagonista: Joel. E olha, eu gosto desse cara, mas dessa vez no Flamengo ele está indo de mal a pior. Papai Joel fez duas mudanças no segundo tempo (tirou Deivid e Bottinelli e colocou Gustavo e Magal) que decidiram o destino do jogo. Meu Deus, quando vão parar de tentar fazer retranca com o time ganhando? O Fla não estava jogando bem, mas estava vencendo e o Emelec não conseguia armar as jogadas. Mas Joel vai lá e tenta armar um time para "segurar o resultado"? Isso não é postura de uma equipe que quer vencer. Além disso, ele tirou Deivid, que estava muito bem em campo.

Deivid foi bem, cumpriu bem seu papel de camisa 9. Armou várias jogadas, levou perigo ao gol do advesário, deu passe para um gol e marcou o seu também. Ele era quem mais aparecia dentro de campo, ao lado de Vagner Love, que também está mostrando que está em forma e com vontade de jogar bola. Até Ronaldinho apareceu em alguns momentos (poucos, ok, mas apareceu). A equipe não estava mal. Diante do tecnicamente fraco Emelec, a vitória seria o mais lógico, como estava acontecendo. Mas o time do Equador aproveitou as brechas para sair de campo com a vitória diante de sua torcida.

Deivid comemora gol marcado - Foto: AP Photo

A defesa rubro negra era o setor mais fraco. Muitos erros individuais, desarmes mal feitos, falta de técnica e passes errados. Além disso, o experiente Figueroa aproveitou a falta de maldade da defesa, principalmente de Welinton, e deixou dois tentos assinados. Aliás, dois gols do Emelec foram de bola aérea, que vem sendo um problema do Flamengo há alguns anos e nunca é resolvido.

Atletas do Emelec comemoram a vitória - Foto: AFP

Como todo mundo vive repetindo, Libertadores não é Carioca, e o Flamengo precisa se dedicar mais à competição. Impressionante como ultimamente o time só passa por situações difíceis na Libertadores (quem já esqueceu dos 3 a 0 para o América do México em pleno Maracanã, com show do Cabañas?). Agora, para classificar, o Flamengo precisa vencer o já classificado Lanús da Argentina e torcer para um empate entre Olímpia e Emelec. Não é impossível, mas bem difícil. E eu espero que se o Flamengo se classificar, ele se dedique mais à essa competição que todos os times lutam tanto para participar.