Eu pensei que os problemas extra-campo (leia-se Kleber) iriam influenciar negativamente no resultado. Influenciou, mas de outra maneira. Deu mais gás para os jogadores correrem atrás da vitória.
Ok, a equipe do Santos está desfalcada (e muito!). Mas a do Palmeiras também está. Enquanto no time da Vila estão de fora Neymar, Ganso, Elano, Alex Sandro, Adriano e Jonathan (esse por uma possível transferência para o futebol italiano), no Palmeiras quem desfalcava o time era Kleber (a novela), Thiago Heleno, Valdívia e Lincon.
A grande diferença é que o Palmeiras está repondo a equipe, estão chegando peças importantes que podem mudar o resultado de uma partida.
Torcida do Palmeiras no Pacaembu - Foto: Ivan Pacheco
O que deu errado?
Como eu já disse, o Palmeiras vive alguns problemas extra-campo que podem vir a influenciar o desempenho da equipe. Mas, ao que parece, os jogadores utilizaram esse problema para ter mais pique em campo. Vamos tentar entender. Kleber, o Gladiador, alegou ao Verdão que está com problemas na coxa esquerda. Ao mesmo tempo, o departamento médico do time afirmou que o jogador estava apto fisicamente para participar da equipe. O jogador ficou de fora dos últimos treinamentos e da última partida. Enquanto isso, rumores cada vez mais fortes apontam uma possível transferência de Kleber para o time do Flamengo. Se é verdade ou não só o tempo dirá. Mas o fato é que (me perdoe por falar isso, Kleber) o ‘Gladiador’ não fez falta nenhuma no alviverde. Pelo contrário. O ataque foi eficiente, o meio campo serviu muito bem e o time conseguiu se sair muito bem diante do Santos.
O ponto crucial (e que matou o Peixe) foi o bom posicionamento do Palmeiras em campo. O centroavante Dinei, apesar de não ter marcado gol, teve um papel importante, principalmente no que diz respeito ao auxílio do segundo atacante (no caso, Maikon Leite). Foi um pouco parecido com o que o Zé Love fazia no Santos (seu bom posicionamento tirava o zagueiro do lance e deixava Neymar livre para marcar). Além disso, o meio do Palmeiras estava bastante redondo. Patrick e Luan foram bons garçons ao ataque e armaram várias jogadas de perigo. Foi dos pés deles que saiu o primeiro gol, marcado por Maikon Leite. Patrick, aliás, deixou o seu. Marcos Assunção também esteve bem (como sempre) e levou perigo ao gol do Peixe nas bolas paradas.
O ex-santista Maikon Leite não comemorou seu gol - Foto: Junior Lago
No Santos, o Borges, coitado, ficou isolado. Não chegava uma bola para ele, não teve nenhuma boa oportunidade para tentar definir. A defesa, apesar de ser a titular sofreu três gols. Mas tenho que isentá-los da culpa. Os gols foram mais falhas gerais do que falhas específicas lá de trás.
No segundo tempo o Santos até levou um pouco de perigo ao gol do Palmeiras, mas nada muito assustador. O jogo do alvinegro foi previsível, fácil de anular e sem nenhum brilho. Nada parecido com o Santos da Libertadores. A equipe do Santos de ontem, repleta de desconhecidos da torcida, provou que precisa sim de uma renovação. E se Neymar e Ganso forem embora após a Copa América? E se mesmo que eles não forem agora forem no final do ano? Como fica o Mundial? É um perigo deixar o time nas mãos de três ou quatro atletas. O treinador tem que ter à sua disposição jogadores para repor as peças que desfalcam em alguns momentos.
Jogadores do Santos abatidos após gol do Palmeiras - Foto: Uol Esporte
Apesar do Santos não vencer o Palmeiras no Brasileiro há cinco anos, eu esperava mais brio dos jogadores santistas. Quando as estrelas não estão em campo, é a oportunidade ideal para os reservas brilharem. Mas, esse time ‘reserva’ do Santos provou que não é forte o suficiente e o time da Vila mostrou que precisa do seu arsenal de craques para sobreviver. Enquanto isso o Palmeiras já é o quarto na tabela e, mesmo enfrentando problemas fora do campo, está tentando mostrar que o futebol é jogado dentro das quatro linhas.















