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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Coelho caçador

Torcida do Fluminense encheu o Engenhão - Foto: Photocamera

Está aberta a temporada de caça aos líderes. Ressurgido das cinzas no Brasileirão, o América assumiu um grande papel na competição: o de ser uma pedra no sapato dos times que brigam pelo título. E na noite de sábado não foi diferente. Dessa vez a vítima foi o Fluminense, que caso vencesse, dormiria líder.

Com um Engenhão lotado, mais de 40 mil torcedoresdo Flu viram um grande tropeço da equipe. Desde o primeiro tempo já deu para perceber que o time mineiro não estava para brincadeira. O América dominou o Flu em campo e mostrou que iria correr atrás da vitória.

O que deu errado?

O tricolor carioca sofreu com a pressão do Coelho. O Flu ficou completamente anulado, não conseguiu montar nenhuma jogada, nenhum lance bacana, nada que levasse perigo ao adversário. Enquanto isso, o América mostrava volume de jogo e inteligência nos momentos certos.

Para se ter uma noção da pressão, o principal destaque da partida foi Diego Cavalieri. O goleiro fez boas defesas, principalmente no primeiro tempo, e livrou seu clube de sofrer uma derrota ainda maior do então lanterna da competição.

América dominou o Fluminense em campo - Foto: Site Uol

O grande destaque negativo do Flu foi Lanzini. O Camisa 11 tricolor não conseguiu fazer nada que desse certo no sábado. Sem objetividade, sem eficiência, sem consistência, o atleta irritou a torcida e teve que ser substituído no intervalo de jogo. Assim como Lanzini, Valencia também saiu no intervalo porque não mostrou um bom rendimento na primeira etapa do jogo.

Mesmo após as substituições, o Fluminense continuava sem reação. E, além disso, esbarrou com um elenco adversário mais do que inspirado. Kempes foi um dos melhores em campo, talvez o melhor. Criou inúmeras jogadas, chutou a gol por diversas vezes e conseguiu marcar o seu tento, o primeiro do América.

Além do atacante, Rodriguinho também foi um destaque mais que positivo. O meia não deu sossego para a defesa rival e conseguiu boas jogadas. Em contrapartida, Fábio Júnior foi o destaque negativo. Perdeu pênalti, perdeu gol, se perdeu em campo e teve que ser substituído.

Kempes fez uma grande partida; Fábio Jr. não esteve em um bom dia - Foto: Agência Lance

Para o América essas últimas rodadas tem sido uma forma de recuperar a auto estima, que foi perdida ao longo do campeonato. Para o Fluminense, a competição segue viva, apesar do tropeço de sábado. Mesmo com a derrota, o tricolor é um forte candidato ao título brasileiro.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A vitória do lanterna

Na tarde de domingo um placar me surpreendeu muito. O América, último colocado do Brasileirão, fez uma apresentação de gala e venceu o Fluminense por 3 a 0. Mas não foi simplesmente uma vitória. Como eu já disse, foi uma vitória bonita, bem jogada, nem parecia que era o atual campeão contra o lanterna.

O Fluminense vive um momento conturbado. Depois dos principais jogadores terem sido ‘perseguidos’ por frequentar a noite carioca, dá para dizer que emocionalmente falando o momento não é o mais bacana nas Laranjeiras. Enquanto isso o América, que não tem nada a ver com a ‘crise’, jogou igual gente grande.

Abel Braga lamenta derrota na Arena do Jacaré - Foto: Photocamera

O que deu errado?

Estão chamando de ‘crise do caipisaquê’. Mas eu acho uma verdadeira falta do que fazer. Jornalista não tem que ficar colocando em primeira página de jornal que jogador bebeu não sei quantos drinks, não sei quantas cervejas. Torcedor não tem que ficar perseguindo o atleta que está balada. Isso para mim é falta do que fazer, é gente que leva o futebol mais a sério do que deveria. Tem uns assuntos que, caso não interfiram dentro de campo, ninguém tem nada a ver com isso.

O América, nem tomou conhecimento dos problemas extra campo e na estréia de Givanildo Oliveira foi para cima do Flu. O técnico já teve boas passagens pela equipe mineira e parece que trouxe um novo fôlego para o time. Inspirado com a chegada de Givanildo, o camisa 10 Rodriguinho fez uma ótima partida. O meia criou várias jogadas, se movimentou muito bem em campo e ainda marcou um golaço, o primeiro do Coelho.

Jogadores comemoram gol do América - Foto: Gil Leonardi

Outro no time mineiro que estava inspirado era o goleiro Neneca. Fez várias ótimas defesas durante toda a partida e ainda pegou um pênalti batido por Rafael Moura. Mostrou um reflexo muito bom e um ótimo alcance. Do outro lado, Cavalieri não foi mal na meta do Flu e até fez uma grande defesa no finalzinho do jogo, mas não há dúvidas de que falhou no terceiro gol do América na Arena do Jacaré.

No América, o lateral Marcos Rocha também foi bem. A marcação estava impecável, deu assistência para o primeiro gol e ainda deixou o dele carimbado. Já no Fluminense, as jogadas pelas laterais simplesmente não funcionavam. Pouca produtividade no setor e incontáveis tentativas que deram errado de armar jogadas pelo meio campo.

Mas quem foi muito, muito mal no Flu foi o zagueiro Gum. Tudo bem que o pênalti sobre Leo não aconteceu. Mas o defensor teve muito trabalho com Alessandro e não conseguiu marcá-lo bem. Uma atuação bem abaixo da média que ainda por cima foi coroada com sua expulsão. Já os ‘Rafaéis” Moura e Sóbis tiveram atuações parecidas. Seria injusto dizer que eles foram mal. Ta bom, não foram bem. Mas pelo menos tentaram. Rafael Moura arrisco dizer que foi o melhor do Flu em campo. Enquanto isso, o Sóbis, correu bastante, mas a falta de ritmo e entrosamento com a equipe prejudicou o jogador.

Rafael Moura foi o melhor em campo do lado do Flu - Foto: Douglas Magno

O América conquistou sua segunda vitória, na 15ª rodada do Brasileirão. A primeira vitória havia sido na primeira rodada, contra o Bahia. O placar de ontem deixa o América na... lanterna mesmo, não muda nada. O que muda é a vontade de sair dessa situação ruim e tentar não voltar para a Série B. Já no Fluminense, o momento exige maiores cuidados. Não há uma crise, não é um momento ruim em campo, até porque o Fluminense vem de duas vitórias e ocupa a nona colocação. Mas essas histórias extra campo são um problema muito sério quando ultrapassam as quatro linhas, porque o emocional é um fator muito importante na vida do jogador. Não sei se o Fred continua no tricolor, não sei qual vai ser o futuro. O que eu sei é que se o torcedor quiser ajudar ele deve ir ao campo, torcer pelo time, apoiar, e não ficar criando confusão onde não tem e que só atrapalham o rendimento da equipe.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A má fase do Coelho

América-MG e Internacional no domingo, na verdade pareceu Internacional e América-MG. Nunca vi um time com mando de campo ter tão poucos torcedores assistindo o jogo, enquanto o time “visitante” tem a torcida maior. O problema da equipe mineira já começou aí. Já tinha algo dando errado.

E em campo, o Coelho não mostrou um bom futebol e perdeu para o Internacional. O América, que já havia vencido o Bahia na primeira rodada, ainda não encontrou seu futebol e está tendo muita dificuldade para sair com a vitória.

A partida de domingo terminou em 4 a 2, com direito a um golaço de Rodriguinho no América, boa atuação de Oscar no Inter e um domínio Colorado na maior parte do jogo.

O que deu errado?

Primeiro de tudo. Jogo do América, de Minas, no Morenão? Não, sério, alguém entendeu o porquê do jogo ter sido em Campo Grande? Com tantos estádios em Minas, o Coelho escolheu ir para longe e se deu mal, perdeu os três pontinhos “em casa”. A justificativa é simples. No Mato Grosso do Sul tem um número grande de colorados, então eu diria até que o mando de campo foi “vendido”. Bom, pra mim é a única explicação, que isso foi uma jogada para conseguir renda, já que financeiramente o time mineiro vai mal das pernas.

Torcida do Inter era maioria no Morenão - Foto: Site Superesportes

O América até começou pressionando. Chutou na trave logo no inicinho do jogo. Mas, depois do primeiro gol do Inter, o time se acanhou totalmente. Diminuiu o rendimento, não foi mais tão incisivo como poderia ser. No segundo tempo, quando o jogo já estava 3 a 0, o América pressionou, pressionou e aos 10 minutos fez o seu primeiro gol. Mas depois o rendimento caiu de novo, depois do quarto gol do Internacional. Não tem como dizer que o América não tentou, eu estaria sendo injusta. Mas os esforços não foram suficientes para conquistar a vitória.

O zagueiro Gabriel não estava em um bom domingo. O primeiro e o terceiro gol vieram de falhas do defensor. O jogador, que está na equipe desde o início de 2010 e é o capitão, teve uma atuação bem aquém da sua média e prejudicou o time mineiro diversas vezes. A zaga do América, que costuma ser bastante eficiente, não está mostrando serviço no Brasileirão, e já levou oito gols em três rodadas.

D’Ale e Oscar juntos estavam bastante inspirados. A dupla foi certeira e fizeram três dos quatro gols colorados. Criaram, foram para cima, arriscaram. Foi gostoso de ver o entrosamento e a vontade dos dois. Oscar deve seguir como titular da equipe, já que sua boa atuação foi um dos motivos que deu um alívio para o torcedor (e para o Falcão, principalmente), já que essa foi a primeira vitória do time no Brasileiro.

Lance do primeiro gol de Oscar - Foto: AE

O América está mostrando que a equipe ainda não está tão boa assim para segurar uma série A. Infelizmente eu digo isso, já que eu torço para o Coelho se dar bem no Brasileiro, pelo menos fazer uma campanha que o segure na elite do futebol. Depois de um bom Mineiro e uma ótima Série B no ano passado, eu achei que o América viesse melhor no Brasileirão. Porém, Série B é Série B, Estadual é Estadual e nada se compara ao Campeonato Brasileiro. Mas essa ainda foi a terceira rodada e ainda tem muito para acontecer na competição nacional.

América-MG 2 X Inter 4 - Foto: Futura Press