terça-feira, 12 de abril de 2011

Bonde sem Freio

A noite era do Flamengo, não tinha jeito.
Em um clássico morno, a equipe rubro negra foi mais consistente, mais decidida (queria ganhar mais do que o Botafogo - como sempre), fez o tinha de fazer e carimbou o passaporte para a semifinal da Taça Rio.

Jogadores homenageiam as vítimas da escola de Realengo - Foto: Agência O Globo

O jogo foi repleto de passes errados (muitos, mas muitos mesmo!) e cartões amarelos (no fim do jogo o Botafogo recebeu três cartões amarelos em menos de 10 minutos - era o desespero tomando conta). Não foi digno de um clássico, não teve a paixão de um clássico, não teve a disputa que um clássico deve ter.

Mas, no fim das contas, um justo 2 a 0 para o Flamengo, que agora pode estar a 180 minutos de se sagrar campeão do Carioca. Será mesmo que o "Bonde sem Freio" do Mc Ronaldinho vai vingar?

O que deu errado?

Não acho que o Flamengo tenha ido muito bem em campo. Pelo contrário. O que desequilibrou foram as atuações de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Enquanto o R10 deu bons passes e ditou o ritmo do jogo, Thiago Neves foi oportunista e quando teve chance colocou a bola dentro do gol. Aliás, Thiago Neves está mostrando que veio para ficar e ser um grande ídolo da torcida do Fla.

Abraço de Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho - Agência O Dia

Mas o que desequilibrou mesmo foi a péssima partida que o Botafogo fez. De doer os olhos. Todo mundo muito mal. A defesa, terrível. O Somália perdido, não marcou direito e errou até os passes curtinhos. Um meio de campo afobado, sem criação, sem propósito, sem idéias.
No time do Botafogo há apenas duas peças diferenciadas que eu nem preciso falar quem, né? (tá, mas vou falar mesmo assim - Jefferson e Loco). Se não fossem esses dois eu não sei o que seriam dos coitados dos botafoguenses. O Herrera até tenta, é super guerreiro. Mas é limitado tecnicamente, aí complica. Mas o Loco é de um posicionamento, de uma visão de jogo impressionantes. E o Jefferson nem precisa dizer, né? Se não tivesse ele todo jogo seria de goleada do time adversário.

Jefferson não teve culpa nos gols adversários - Foto: Agência Lance

O Botafogo não conseguia finalizar. Não conseguia acertar o último passe. Não acertava faltas laterais. Definitivamente não era o dia do Botafogo.

Reforços, essa é a palavra. E desse jeito mesmo, no plural. Se não chegar gente pra ajudar o time (e com urgência), o Botafogo não vai se dar bem em nenhuma competição.
E mais, o maior medo dos botafoguenses é de chegar o dia em que Jefferson e Abreu se cansarem de jogar numa equipe sem grandes perspectivas, com esse pensamento de time pequeno que sempre ronda o Glorioso.

Está na hora de grandes mudanças para o Bota ir pra frente.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A bola já não está mais com o Santos!

Ontem foi dia de clássico paulista. Santos e Palmeiras.
Olha, fui surpreendida. O jogo foi bom, nervoso, bem a cara de clássico mesmo.

A partida já começou quente. Disputa de bola, faltas, tensão, os times tentando pressionar e abrir o marcador no inicinho. Mas depois o ritmo foi diminuindo, os jogadores (dos dois lados, que fique bem claro!) começaram a errar passes, finalizações. Bem daquele jeito que a gente não gosta de ver (no meu caso eu gosto, porque dá pauta para o blog! rs).

No segundo tempo o jogo também foi brigado. Um pouco mais jogado, mas tiveram muitas faltas, muitos lances violentos. Deu uma boa melhorada. Arrisco até dizer que foi emocionante.

No fim das contas, 1 a 0 para o Verdão, um gol anulado para cada lado e um Santos saindo de campo com a sensação que algo está muito errado na Vila.

Kleber comemora gol da vitória - Foto: Agência Lance

O que deu errado?

O certo seria, "o que está dando errado". O Santos vem passando por uma fase bem complicada. Sem treinador (tudo bem, está com o interino - mas não é a mesma coisa para os jogadores), na expectativa da chegada de Muricy e na vontade de melhorar o futebol apresentado em campo. Com a contratação do Muricy eu tenho certeza que as coisas vão melhorar, mas um clube não pode depender apenas do treinador, né? Principalmente com um elenco como o do Santos.

E por falar em elenco, o Ganso já está em campo, mas não está se mostrando feliz no time da Baixada. Não mostra mais aquele prazer de antes, aquele futebol solto. O torcedor santista está aguardando, para ver se o Ganso volta a jogar como antes (o que eu tenho certeza que ele pode, só não está muito motivado).

Também vi muita catimba do Neymar. Que me desculpem os santistas. Tudo bem que ele levou algumas faltas duras mesmo, mas eu tenho um pouco preguiça do tanto que ele se joga, desse "cai cai" sem fim. Os árbitros já não dão tanto crédito.

Neymar reclama com o juiz Vinicius Furlan - Foto: Gazeta Press

O Peixe estava desfalcado. Jontahan, Arouca e Diogo não participaram do jogo porque estavam lesionados. Maikon Leite, que está sendo negociado com o Palmeiras, não esteve nem no banco.

Já a equipe do Palmeiras estava quase completa. A única ausência foi a de Valdívia, já que Danilo e Marcos Assunção voltaram ao time titular. Adriano Michael Jackson (rs...) não estava muito bem como nas últimas partidas e Felipão trocou o garoto por Luan.

Os dois atacantes principais dos dois lados estavam brigando por um resultado positivo. Neymar driblou, tentou, mas a bola não entrou. Kleber lutou, foi atrás, insistiu. E o que deu errado mesmo para o Santos foi a estrela do atacante do Verdão brilhar no fim da partida. O Gladiador marcou no finalzinho depois de receber um bonito passe do Patrik. 1 a 0, num jogo equilibrado, e o que fez a diferença foi o faro de gol de Kleber, faro esse que estava em falta no Neymar.

A torcida do Santos é que já está ficando impaciente. A derrota deixou o time da Vila em quarto lugar no Paulista, atrás dos maiores rivais. Fica a expectativa se o Muricy vai chegar, se o Ganso vai desencantar, se a equipe vai melhorar, se vai bem na fase final...

Torcida do Santos não está satisfeita com o time - Foto: Marcelo Ferrelli

O Santos não está com essa bola toda...

segunda-feira, 28 de março de 2011

"É falta na entrada da área, adivinha quem vai bater..."

O mundo realmente dá voltas! Meu último post sobre "o que deu errado" foi falando sobre a derrota do São Paulo para o Paulista e hoje venho comentar sobre o 2 a 1 do São Paulo no Corinthians. Com direito a quebra de jejum, gol 100 do Rogério Ceni e um gostinho de que "o campeão voltou".

Arena Barueri - Foto: Leo Pinheiro

No último domingo aconteceu o clássico mais esperado do estado de São Paulo. Eu estava na capital paulista e senti o quanto as pessoas respiram esse clássico. Só se falava nisso (ok, nisso e na ida do Adriano para o Corinthians).

Bom, eu confesso que no início do jogo não fiquei tão animada, achei bem morno. Mas, depois de um 2 a 1 bem feitinho como foi (e após 4 anos sem vencer o rival), tive a sensação de que o São Paulo voltou a ser o time que briga por títulos, que sempre está na ponta da tabela.

O que deu errado?

O time do Corinthians estava muito nervoso. Foram tantos passes errados, faltas violentas, finalizações mal feitas. O São Paulo também não estava bem no primeiro tempo, mas ainda assim se garantiu um pouco mais do que o rival, já que até chegou ao gol no fim da primeira metade do jogo.
No inicinho do segundo tempo até pareceu que o Corinthians iria melhorar um pouco, mas foi só impressão. Tecnicamente foi um jogo ruim, apesar de ter tido todo aquele nervosismo indispensável em um clássico.

A expulsão de dois jogadores alvinegros contribuiu no placar vantajoso para o São Paulo. Alessandro e Dentinho foram infantis, tentaram resolver na força e acabaram expulsos. Dentinho até marcou um gol, deixou o dele. Mas a expulsão complicou a situação do Corinthians. Dagoberto também levou o vermelho, mas com um a menos, o Timão não conseguiu se encontrar em campo, mesmo estando apenas um gol atrás no placar.

Dentinho no lance da expulsão - Foto: Terra

Liedson também não estava bem. No fim do jogo até pressionou e tentou empatar, mas não fez a diferença. Aquela tarde não era da equipe do Corinthians.

A tarde era de Rogério Ceni. O blog é "O que deu errado", mas eu não posso deixar de ressaltar o que deu certo no jogo de ontem. O que deu certo (e errado para o Corinthians) foi a partida inspirada de Ceni. No início do segundo tempo a Arena Barueri parou por alguns minutos. Falta na entrada da áera. Os torcedores prenderam a respiração quando viram Ceni em direção à bola. Pois não é que ele bateu e marcou seu gol 100? O estádio foi abaixo. Em São Paulo só se ouviam foguetes, gritos na Paulista. Merecido. Para coroar uma carreira correta, sem grandes sobressaltos, mas muitas conquistas.

Rogério Ceni comemora gol 100 - Foto: Vipcomm

O que deu errado para o Corinthians é que na verdade o clássico era do Ceni.

Mas isso não quer dizer nada no Paulistão. Corinthians continua na briga, Palmeiras também e o São Paulo já confirmou que "o campeão voltou". Precisa falar que os próximos jogos do campeonato serão imperdíveis?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Uma noite atípica para o São Paulo

Na rodada da noite de ontem a maioria dos resultados já eram esperados, mas um em especial me chamou a atenção: Paulista 3, São Paulo 2. Enquanto estava vendo o jogo, me lembrei que nunca escrevi sobre o São Paulo no blog. Provavelmente porque o tricolor paulista é uma equipe muito consistente, que sempre está bem. Em algumas épocas o time está ótimo, em outras está bem; mas é raro estar numa situação ruim.

Diante disso, me deu vontade de falar sobre o jogo de ontem. A partida poderia ter adiantado a classificação para as oitavas do Paulistão, e ainda poderia ser o gol 99 de Rogério Ceni. Mas o que mudou o rumo do jogo mesmo foi o gol do Paulista com menos de dois minutos.

Com a derrota, o São Paulo deixou de ser líder e ainda caiu para a terceira posição.

Fernandinho lamenta chance perdida - Foto: Vipcomm

O que deu errado?

A defesa, que era (não serei injusta, ainda é) um dos trunfos do São Paulo, deixou o time na mão. Logo nos primeiros minutos gol do Paulista e, na minha opinião, falha do Rogério. O goleiro, aliás, não esteve muito bem durante o jogo. Achei ele inseguro, algo que ele não costuma ser. Além disso, o lado esquerdo estava muito defasado, as bolas estavam passando todas por ali, Juan e Miranda pareciam desligados.

Mas o São Paulo tentou correr atrás do prejuízo. Foi pra cima, tentou, armou boas jogadas, mas o ataque tricolor não estava tão eficiente quanto nas outras partidas. E também faltou sorte em algumas finalizações.

Rogério Ceni (mesmo tendo dado umas falhadinhas básicas em dois dos três gols do Paulista) conseguiu marcar seu 99º gol. Bem no início do segundo tempo, pênalti para o São Paulo. Ceni cobrou e marcou.

Ceni marca seu 99º gol - Foto: Wander Roberto

Mas o São Paulo não esteve bem. Carpegiani ainda tentou reorganizar sua equipe. Tirou o Casemiro (que vinha bem, mas ontem não fez nada), colocou o Ilsinho e deslocou Jean para o meio. No segundo tempo tirou Juan e colocou Henrique. Poderia até ter funcionado, mas não funcionou. Ontem não era mesmo a noite do São Paulo.

A ausência de Lucas no time também pesou muito. O jogador, convocado pela seleção brasileira, tem sido o diferencial da equipe do São Paulo. Eu particularmente tenho um pouco de receio de ter um jogador referencial dentro de um time. Pois quando esse atleta não pode jogar (seja por convocação, lesão, ou qualquer outra coisa) a equipe fica sem rumo e não consegue render. O São Paulo tem que reaprender a vencer sem o Lucas. Além dele, o time também estava sem Rhodolfo, outro forte referencial da equipe. O zagueiro tem sido considerado o amuleto do São Paulo, já que está invicto desde que o jogador entrou na equipe, há oito rodadas.

Jogadores do Paulista comemoram vitória - Foto: Futura Press

O próximo jogo do São Paulo é contra o Corinthians, que venceu ontem e assumiu a liderança do Paulistão. Mas sabe mesmo o que eu acho? Quando se trata de São Paulo, a equipe sempre pode surpreender. Um time que sempre é forte, brigador e vai entrar no clássico de igual pra igual.

segunda-feira, 14 de março de 2011

A bruxa está solta nas Laranjeiras

Eu não gosto de falar do mesmo time duas vezes seguidas, mas não tem jeito. O tema de hoje vai ter que ser o Fluminense de novo.
A equipe carioca vive uma fase muito delicada, justamente no ano após ser campeã brasileira.

Ontem, o Flu enfrentou o Fla no clássico mais badalado do Rio. Em campo os dois últimos campeõs brasileiros. Mas o placar foi um 0 a 0 sem graça, que não fez jus às equipes.

Torcedor se veste de morte para assistir o clássico - Foto: Júlio César Guimarães

Além disso, o Flu terminou a noite com a notícia de que Muricy estava indo embora.
É, ontem não foi o dia do tricolor carioca.

O que deu errado?

Vamos começar falando do 0 a 0 com o Flamengo, depois a gente fala sobre o Muricy.

No clássico, o Fluminense até começou dominando. Já no inicinho o Conca conseguiu uma boa jogada. O Flamengo deu aquela segurada no jogo e até apareceu um pouco. Mas depois disso, o que se viu foi uma chuva de erros de passes e muitas faltas duras.

Conca jogou bem. Está voltando à sua forma. Ronaldinho também. Teve uma atuação boa. Mas o resto das duas equipes estava parado. Nervosos, cansados do Carnaval, tristes com a tragédia no Japão, sei lá. O jogo não fluiu, não aconteceu. O Fluminense tentava, mas não ia. Levava perigo ao gol de Felipe às vezes, mas só. O Flamengo também deu uma tentadinha e só. Mas poxa, 25 mil torcedores na arquibancada e os times não fazem nada? É triste, né?

Ronaldinho e Conca disputam lance - Foto: Uol

Para o Flamengo o 0 a 0 foi até um bom negócio. Continua líder do Grupo A. Já o Flu perdeu a liderança, além de ter perdido também o treinador.

Qual a opinião de vocês sobre a saída do Muricy? Eu confesso que não entendi muito, ainda mais vindo dele, que é um cara que não é de quebrar contratos. Vamos tentar entender juntos.

Muricy foi para o Flu com um contrato milionário (padrão Unimed de patrocínio). O convidaram para ser técnico da seleção e ele não aceitou (na minha visão a Unimed $$$ não "deixou" - ele não ia trocar o mega salário dele por um menor). Tudo bem, fez bem, continuou comandando o time e ganhou o Brasileirão com louvores, com um time muito redondinho e bem armado.

Muricy disse que os dois objetivos firmados com a diretoria das Laranjeiras eram conquistar o Campeonato Brasileiro e melhorar as condições de trabalho no clube. O primeiro item, ok. Já o segundo, o técnico falou que não conseguiu. Dessa forma, como não cumpriu o combinado, preferiu deixar a equipe.

Muricy Ramalho após anunciar saída do Fluminense - Foto: Agência O Globo

Muricy disse que os jogadores se machucam muito nos treinos porque o gramado é ruim. Bom, isso vem desde o ano passado, né? Vocês se lembram que alguns jogadores cariocas reclamaram muito do gramado do Engenhão? Pois o vilão não era o Engenhão, certo?
Enfim, diante de más condições de trabalho, Muricy pediu pra sair.

Não foi um ato de covardia, de abandonar o barco. Muricy não é covarde. Mas foi uma atitude que nos surpreendeu, e mais ainda aos jogadores e comissão técnica do Fluminense, que agora, além de todos os outros problemas, tem mais um abacaxi na mão.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ih, complicou para o Flu!

Que situação complicada vive o Fluminense. Nosso atual campeão do Brasileirão não tem feito nada que dê certo esse ano. Tudo dá errado (bom que tem assunto para o blog!). No Carioca ou na Libertadores, o time não se encontrou, não está apresentando aquele futebol gostoso do ano passado.

Aparentemente a chegada do He-Man ia dar forças (rs) para o clube, mas nem com a vontade do Rafael Moura brilhar o time não está andando para frente.

Ontem à noite, mais uma derrota. Dessa vez para o América do México. Tudo bem, derrota na Libertadores fora de casa não é um bicho de sete cabeças, mas também não é lá pouca coisa, principalmente quando o time só tem feito perder.

Jogadores do América comemoram gol de Márquez - Foto: Efe

O que deu errado?

Mas afinal de contas, o que deu errado na partida de ontem?

Vejam bem, o jogo não foi ruim. Quer dizer, tirando todos os passes errados do primeiro tempo, os chutes estranhos, não foi tão sofrível. No segundo tempo o Flu até pressionou, melhorou o toque de bola, tentou pressionar. Mas não, não era um dia tricolor e as coisas não estavam funcionando.

O Conca definitivamente não é mais o mesmo. Aquele jogador brilhante do ano passado parece que está se apagando. Foi substituído porque estava mal (vocês conseguem lembrar há quanto tempo isso não acontecia?), Muricy estava reclamando dele na beira do campo o tempo todo. Não é o Conca que conhecemos.

Ricardo Berna trabalhou muito (e muito bem!). Sinal de que algo estava errado com a defesa tricolor. E tinha mesmo algo errado. Viram o gol do América? A defesa inteirinha parou para pedir impedimento e Márquez tocou na saída de Berna. Sozinho, livre, sem ninguém marcando.

Já para o Rafael Moura eu dou crédito. Ele até tentou. Chutou a gol algumas vez (sem perigo na maioria das vezes), mas até que brigou, pelo menos para conseguir o empate.

Rafael Moura - Foto: AFP

O América também tem seu crédito. Chutou a gol algumas vezes (com perigo em algumas delas), pressionou, aproveitou que estava em casa e foi para cima sem medo. Foi um time regular, que conseguiu segurar o adversário e marcar um golzinho para garantir os três pontos em casa. Como diriam os adeptos dos clichês futebolísticos: "o América fez o dever de casa".

No fim da partida ficou a dúvida: será que o tempo do Muricy no Flu já foi? Cabeças vão rolar? (draaaama rs) Dizem que o Palermo está de olho no Conca. O ídolo da torcida que já não está mais tão bem pode ir embora?

Muricy Ramalho - Foto: Wallace Teixeira

Agora, além de toda a situação chata depois da derrota, para se classificar para as oitavas, o Flu vai ter que ganhar todas as próximas três partidas. Será uma crise se instaurando nas Laranjeiras?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Estava faltando esse post...

Sobre essa última rodada dos estaduais eu até teria algumas coisas para escrever, do tipo: deu errado para o Botafogo que o Joel já está querendo ir embora e não está preocupado com o time (nem com os jogadores que escolhe para bater pênaltis - Somália??? Sério?); deu errado para o Santos que o Fábio Santos (Oi?) estava inspirado e quis mostrar serviço depois da eliminação na Libertadores; deu errado para o Braga que o Lucas voltou do Sub-20 daquele jeito e vai arrebentar esse ano pelo São Paulo; deu errado para o Palmeiras que está faltando um camisa 9 matador, finalizador... Bom, muitas coisas deram errado e claro, muitas outras deram certo.

Fábio Santos; jogadores Flamengo; Lucas; Kléber - Fotos: Agência Estado e VipComm

Mas no momento que estava pensando sobre que jogo iria analisar hoje me lembrei de algo: não falei sobre o Ronaldo, não falei sobre sua aposentadoria. E vocês me desculpem, mas não posso deixar o Ronaldo passar em branco. Sei que estou um pouco atrasada, mas acredito que ainda está em tempo de falar sobre esse assunto.

Então hoje, excepcionalmente, eu faço uma homenagem a um dos maiores (sem duplo sentido, pessoal!) jogadores do país, Ronaldo! Eu não gosto de idolatrias, fanatismos, nem nada disso. Mas tenho lá as pessoas que eu admiro e ele é uma delas. E eu admiro muito.

O que deu certo?

Coletiva anunciando aposentadoria - Foto: Marcos Ribolli

Desde pequena sempre fui muito ligada ao futebol. Sempre assisti, torci, me emocionei.
Copa do Mundo para a minha família é "O" acontecimento. Família inteira reunida na casa da vó, assistindo todo ano naquela mesma TV antiga, vibrando torcendo, gritando, falando palavrões impublicáveis.
Minha primeira grande alegria com seleção brasileira foi na Copa de 94, meio sem saber direito o tamanho daquilo, mas curtindo a festa. Já a minha primeira grande decepção foi na Copa de 98. E Ronaldo foi o culpado. Eu senti raiva dele por muito tempo, traída, por ele estragar minha festa familiar. Poxa Ronaldo, passar mal no dia da final? Era para ser um dia de festa na minha rua, abraços, gritos, dormir tarde, mas não foi, tudo culpa dele. Aos 10 anos, esse era meu pensamento.
Com o passar do tempo, o envolvimento com o futebol foi aumentando e tudo não era mais apenas uma festa, e sim uma grande paixão. E Ronaldo sempre foi meu camisa 9 preferido, sempre foi o jogador que eu mais admirei.
Na Copa de 2002 a redenção. Meu algoz em 98 virou meu herói em 2002. E de forma estonteante, dois gols na final. Sem dúvida meu jogo inesquecível.
Daí pra frente a admiração continuava. Melhor jogador do mundo, artilheiro de Copas, superação. Nada do que ele fez fora de campo o queimou. Não diante de mim.
Meu TCC carrega o nome dele. "Prazer, meu nome é Ronaldo". Fala sobre a vontade de meninos carentes se tornarem jogadores de futebol. A maioria deles se espelha no Ronaldo. Até hoje.
Desde a minha época, em que meus primos e meus amigos raspavam o cabelo inspirados nele. Até hoje.
Pode aposentar, Ronaldo. Pra mim, sempre vai ser o número 1. O melhor que eu vi jogar. Os gols mais bonitos, os dribles mais bem feitos, as vitórias mais marcantes.
Definitivamente, um Fenômeno.

Foto: Globoesporte.com