domingo, 24 de julho de 2011

Um time com a cara do Papai Joel

Foto: Site Uol

As palavras do meia Roger ao fim do jogo Corinthians e Cruzeiro resumiram bem a partida: “Não foi um jogo de extrema beleza, mas nós fomos eficazes”.

Diante do líder invicto do campeonato o Cruzeiro fez o contrário do que Montillo havia pedido, que era se portar como time pequeno. O Cruzeiro jogou do jeito que Wallyson propôs, entrar de igual para igual. Sim, o Corinthians é o time melhor montado da temporada, está redondo e é muito eficiente. O Tite (fala muito), apesar de não passar 100% de confiança ao torcedor, tem feito um bom trabalho. Mas, depois da chegada de Joel Santana, o Cruzeiro também vem apresentando um futebol bacana, sem muita beleza, mas com bastante objetividade. Há os torcedores que preferem um futebol bem jogado e bonito, plástico. Mas eu garanto que os torcedores do Timão estão muito satisfeitos com o futebol prático do Corinthians, que vem rendendo bons frutos à equipe e garantindo o primeiro lugar do time mesmo com derrotas. E o Cruzeiro vem seguindo no mesmo caminho.

O que deu errado?

Dos dois lados havia desfalques. No Cruzeiro estavam fora Thiago Ribeiro, Diego Renan e Leandro Guerreiro. No Corinthians, Liedson, Júlio César e Fábio Santos. Mas quem fez falta mesmo foi Liedson. O jogo do Corinthians tem sido feito da seguinte forma: o time faz uma boa marcação, deixa a defesa bem fechadinha, mas é bastante oportunista e aproveita os momentos certos para marcar o gol, geralmente com Liedson. E sem o atacante em campo o time sentiu e não rendeu como deveria. O Sheik não foi um substituto à altura. Liedson é a cara desse time do Corinthians, caiu como uma luva.

No Cruzeiro a marcação estava impecável. O time mineiro, sabendo do potencial da equipe paulista, realizou uma espécie de marcação homem a homem. Para segurar Jorge Henrique e Willian, Fabrício e Everton auxiliaram Vitor e Gilberto. Roger grudou em Paulinho a partida inteira, enquanto Marquinhos Paraná ficou encarregado por Danilo e Montillo por Ralf. Dessa forma, o time celeste conseguiu anular as melhores jogadas do Corinthians e não tomar nenhum gol.

Jogadores celestes comemoram gol - Foto: Fernando Borges

Mas as laterais do Cruzeiro foram um problema. Gilberto, ainda longe (bem longe) da sua melhor forma física, abusou das faltas e acabou sendo expulso antes da metade do segundo tempo. Já Vitor fez uma partida bem abaixo da média e teve que ser substituído pelo técnico Joel Santana.

E olha, sinceramente eu não digo que muita coisa deu errado para o Corinthians não. Pelo contrário. O time continuou jogando da maneira que vem fazendo, mas dessa vez deu de frente com um adversário que estudou bastante a equipe paulista. Os chutes de longa distância foram a solução para a falta de espaço, e essas jogadas levaram bastante perigo ao goleiro Fábio, mas não passou muito disso.

Por falar em goleiro, uma pena Renan ter tomado aquele gol de Wallyson justo na sua estréia. Não foi um frango, não foi uma falha. Mas fica claro que aquela bola só entrou porque o arqueiro estava bastante adiantado (assim como em outros lances também). E diante de um goleiro adiantado, o oportunismo de Wallyson falou mais alto. O atacante, que vinha de uma fase de jejum de gols, aparentemente desencantou. Já foram quatro gols em três jogos e com atuações melhores do que no início do Brasileirão, apesar de ainda faltar bastante para Wallyson se firmar como um atacante realmente eficiente. Mas que golaço o garoto marcou!

Wallyson deu trabalho para o lateral estreante Ramon - Foto: Site Terra

Na minha opinião esse jogo daria errado de verdade se o Corinthians vencesse. Porque dessa forma seriam 16 pontos de vantagem sobre o Cruzeiro e nove pontos sobre o segundo colocado, que é o São Paulo. Essa vitória do Cruzeiro deixou o time mineiro vivo na competição e não deixou o Corinthians tão na frente (diminuir a vantagem do primeiro colocado confere aquele tempero a mais, né?). Até porque, vamos combinar, o time paulista está muito tranquilo, seis pontos à frente, líder isolado. Ninguém duvida que mesmo com essa derrota é o melhor time da competição até agora, não é mesmo?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Santos sem as estrelas e Palmeiras sem o Gladiador

O início da partida entre Palmeiras e Santos projetava um jogo disputado, não muito forte tecnicamente, porém com bastante equilíbrio. Até mais ou menos os 20 minutos do primeiro tempo foi nisso que eu acreditei. Após esse período, o Verdão segurou as rédeas da partida e ditou o ritmo do jogo.

Eu pensei que os problemas extra-campo (leia-se Kleber) iriam influenciar negativamente no resultado. Influenciou, mas de outra maneira. Deu mais gás para os jogadores correrem atrás da vitória.

Ok, a equipe do Santos está desfalcada (e muito!). Mas a do Palmeiras também está. Enquanto no time da Vila estão de fora Neymar, Ganso, Elano, Alex Sandro, Adriano e Jonathan (esse por uma possível transferência para o futebol italiano), no Palmeiras quem desfalcava o time era Kleber (a novela), Thiago Heleno, Valdívia e Lincon.

A grande diferença é que o Palmeiras está repondo a equipe, estão chegando peças importantes que podem mudar o resultado de uma partida.

Torcida do Palmeiras no Pacaembu - Foto: Ivan Pacheco

O que deu errado?

Como eu já disse, o Palmeiras vive alguns problemas extra-campo que podem vir a influenciar o desempenho da equipe. Mas, ao que parece, os jogadores utilizaram esse problema para ter mais pique em campo. Vamos tentar entender. Kleber, o Gladiador, alegou ao Verdão que está com problemas na coxa esquerda. Ao mesmo tempo, o departamento médico do time afirmou que o jogador estava apto fisicamente para participar da equipe. O jogador ficou de fora dos últimos treinamentos e da última partida. Enquanto isso, rumores cada vez mais fortes apontam uma possível transferência de Kleber para o time do Flamengo. Se é verdade ou não só o tempo dirá. Mas o fato é que (me perdoe por falar isso, Kleber) o ‘Gladiador’ não fez falta nenhuma no alviverde. Pelo contrário. O ataque foi eficiente, o meio campo serviu muito bem e o time conseguiu se sair muito bem diante do Santos.

O ponto crucial (e que matou o Peixe) foi o bom posicionamento do Palmeiras em campo. O centroavante Dinei, apesar de não ter marcado gol, teve um papel importante, principalmente no que diz respeito ao auxílio do segundo atacante (no caso, Maikon Leite). Foi um pouco parecido com o que o Zé Love fazia no Santos (seu bom posicionamento tirava o zagueiro do lance e deixava Neymar livre para marcar). Além disso, o meio do Palmeiras estava bastante redondo. Patrick e Luan foram bons garçons ao ataque e armaram várias jogadas de perigo. Foi dos pés deles que saiu o primeiro gol, marcado por Maikon Leite. Patrick, aliás, deixou o seu. Marcos Assunção também esteve bem (como sempre) e levou perigo ao gol do Peixe nas bolas paradas.

O ex-santista Maikon Leite não comemorou seu gol - Foto: Junior Lago

No Santos, o Borges, coitado, ficou isolado. Não chegava uma bola para ele, não teve nenhuma boa oportunidade para tentar definir. A defesa, apesar de ser a titular sofreu três gols. Mas tenho que isentá-los da culpa. Os gols foram mais falhas gerais do que falhas específicas lá de trás.

No segundo tempo o Santos até levou um pouco de perigo ao gol do Palmeiras, mas nada muito assustador. O jogo do alvinegro foi previsível, fácil de anular e sem nenhum brilho. Nada parecido com o Santos da Libertadores. A equipe do Santos de ontem, repleta de desconhecidos da torcida, provou que precisa sim de uma renovação. E se Neymar e Ganso forem embora após a Copa América? E se mesmo que eles não forem agora forem no final do ano? Como fica o Mundial? É um perigo deixar o time nas mãos de três ou quatro atletas. O treinador tem que ter à sua disposição jogadores para repor as peças que desfalcam em alguns momentos.

Jogadores do Santos abatidos após gol do Palmeiras - Foto: Uol Esporte

Apesar do Santos não vencer o Palmeiras no Brasileiro há cinco anos, eu esperava mais brio dos jogadores santistas. Quando as estrelas não estão em campo, é a oportunidade ideal para os reservas brilharem. Mas, esse time ‘reserva’ do Santos provou que não é forte o suficiente e o time da Vila mostrou que precisa do seu arsenal de craques para sobreviver. Enquanto isso o Palmeiras já é o quarto na tabela e, mesmo enfrentando problemas fora do campo, está tentando mostrar que o futebol é jogado dentro das quatro linhas.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Um Galo não tão forte e não tão vingador

Ontem, ao escolher os jogos que eu iria assistir, resolvi que no horário das 9 da noite eu ia me dividir. Decidi ver Ceará e Atlético e Argentina e Colômbia. Mas quanta diferença! Enquanto no jogo da Copa América a bola rolava tranquila e um time (mesmo sem muita qualidade, como a Colômbia) mostrava muita vontade de vencer na casa do adversário, na partida do Brasileiro o Galo não demonstrava nenhuma vontade de vencer fora e jogava truncado, sem nenhuma beleza, sem nenhum frescor.

E que fase vive o Atlético! Está absolutamente tudo dando errado. Na verdade eu não consigo pensar em nada que tenha dado certo no jogo de ontem. Enquanto isso o torcedor sofre e fica sem saber qual a solução para o time melhorar.

Nicácio comemora primeiro gol do Ceará - Foto: Agência Lance

O que deu errado?

O Galo estava dominado. Completamente rendido. Logo aos três minutos de jogo o Ceará abriu o placar. Desde então só o time da casa apareceu. Enquanto isso, o elenco do time mineiro demonstrava apatia e falta de criatividade. O Ceará indo para cima, levantando a torcida e o Galo sem responder, apenas assistindo a derrota. No início do segundo tempo até pareceu que o gol viria, mas foram apenas algumas chances de Richarlyson e Renan Oliveira (esse alías o único com vontade de jogar, mas sozinho é impossível).

Renan Oliveira foi o que esteve melhor no time do Atlético - Foto: site Terra

No Ceará, a noite foi de inspiração para o atacante Osvaldo. O jogador foi bem o jogo todo e tanto tentou que deixou o seu. O terceiro gol foi marcado por Osvaldo, aliás um belo gol. Outro que estava bem no Ceará foi Boiadeiro. O lateral foi bem na marcação, nas arrancadas, nas assistências e ainda marcou um gol. O time do Ceará não é bobo. Eles são bem espertinhos. Não vou dizer que é um time bom. Mas venceram o Inter, o Palmeiras e agora o Galo.

O Atlético tem um sério problema debaixo da meta. Nenhum goleiro dá certo desde... Desde... Sei lá, desde o Velloso? Desde o Taffa? E é um revezamento sem fim. Revezamento, aliás, que o Dorival tentou no jogo de ontem. Tirou o Renan, que vinha falhando e apostou no Giovanni, que... Adivinhem? Falhou! Na verdade o que acontece não chega a ser frangos gritantes como estamos vendo por aí. O que ocorre são falhas, que dá para ver que são falhas técnicas, que os goleiros alvinegros são limitados. O problema pode estar começando com o preparador de goleiros, não sei. Mas esse problema é bastante sério.

Os números assustam. Nos últimos três jogos, o Atlético sofreu 11 gols e marcou apenas um. O time, que já esteve no topo da tabela, agora soma apenas oito pontos e ocupa a 15ª posição. Dependendo da combinação de resultados de logo mais pode até acabar na zona de rebaixamento. E mesmo que escape da Série B, o time do Galo tem que parar de se contentar com o “mais ou menos”.

E mais, tem que ver essa zica aí. Mandar benzer, fazer uma reza, levar um sal grosso para os jogos, não sei. Mas está tudo dando errado. Só ontem, foram dois jogadores machucados. Guilherme e Leandro saíram de campo lesionados. Já são três derrotas consecutivas. E, para piorar, o arquirrival Cruzeiro vem numa crescente inegável desde a chegada de Joel. Com tudo isso, o cargo de Dorival vai ficando ainda mais ameaçado. Mas, vamos combinar, o problema não é o técnico. Mudar não vai adiantar em nada. O que falta, para as coisas começarem a dar certo no Galo, é planejamento, é contratar reforços, é dar uma injeção de ânimo nesses jogadores apáticos, porque se continuar assim a situação só tende a piorar.

Dorival visivelmente abatido após o jogo - Foto: Futura Press

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O tropeço do líder

Nem o mais otimista dos corinthianos previa um 5 a 0 no clássico contra o São Paulo. Esse placar, definitivamente, pegou todos de surpresa, pois não faz jus ao time que vinha invicto na competição e fazendo grandes exibições a cada partida.

Um jogo que até no primeiro tempo parecia normal, ganhou ares de vexame para o tricolor apenas no segundo tempo. Porque vamos combinar, perdeu clássico já é ruim, mas de 5 a 0 (!) é porque alguma coisa deu muito, mas muito errado.

No Pacaembu, clássico terminou em 5 a 0 - Foto: Folhapress

O que deu errado?

Eu sei que muitos consideram que isso não é desculpa, mas o São Paulo já entrou em campo desfalcado. Sem Lucas, convocado para a seleção, sem Casemiro e Rhodolfo, machucados e sem Juan e Rodrigo Souto suspensos. Cinco desfalques deixaram o time irreconhecível, falta aí um banco para suprir a falta desses grandes nomes. Mas é inegável a falta que Lucas e Casemiro fazem ao São Paulo.

O time do São Paulo estava acuado. Mesmo no primeiro tempo, o Corinthians estava indo mais para cima, arriscando mais. O São Paulo até tentou alguns lances, mas, no finalzinho do primeiro tempo o Timão foi para cima e Carlinhos Paraíba se irritou e em menos de 10 minutos levou dois amarelos e foi expulso. No segundo tempo o time voltou ainda mais acuado (e recuado) e acabou levando cinco gols.

Expulsão de Carlinhos Paraíba mudou o rumo do jogo - Foto: Fernando Pilatos

O Rogério Ceni, que costuma ser sempre o mais seguro em campo, no jogo de ontem esteve inseguro, sem muita vibração, principalmente depois de sofrer o primeiro gol. Na verdade essa atuação insegura veio só no segundo tempo, pois na primeira metade da partida, eu arrisco dizer que Ceni até salvou algumas bolas que eu achei que iam entrar. Mas no segundo tempo não teve jeito. Além de ter levado cinco gols, um deles foi um verdadeiro frango no gol feito por Jorge Henrique (apesar de que os outros gols foram praticamente indefensáveis).

O atacante Liedson tem um prazo: fica no máximo três jogos sem marcar. E ele estava há três partidas sem balançar as redes adversários, o prazo acabava bem no clássico. E o que ele fez? Três gols! E não foi só isso. Se movimentou bem, chutou bastante a gol e ajudou (e muito) a equipe do Corinthians.

Outro que esteve muito bem no Timão foi o Danilo. Apesar de muitas vezes contestado pela torcida, o jogador estava muito inspirado no domingo. Foi ele quem abriu o marcador no início do segundo tempo (com um golaço), e ele quem deu duas assistências para Liedson marcar. Definitivamente, Danilo ontem foi o cérebro corinthiano.

Danilo e Liedson foram os melhores em campo - Foto: site Terra

Com um Corinthians querendo a vitória e um São Paulo desfalcado e acuado, o resultado de 5 a 0 serviu para o tricolor concluir que o time ainda não está assim tão supremo. Mas essa derrota não tira nenhum mérito do São Paulo no campeonato, já que ainda é líder isolado.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Que fase, hein Flu?

Fluminense e Bahia me parecia que ia ser um jogo sem grandes sobressaltos. Burocrático eu diria. Mas o que eu vi foi um Bahia indo para cima e dando um verdadeiro “sacode” no time carioca. O ataque do time baiano deu trabalho, a equipe foi melhor a partida inteira, apesar do jogo não ter sido lá "aquele jogaço".

Torcida do Bahia marcou presença no Engenhão - Foto: Getty Images

O que tem dado errado para o Fluminense? Uma equipe com bons jogadores, mas que não está conseguindo jogar bola direito nessa temporada. Com duas vitórias e três derrotas no Brasileiro, o tricolor carioca não lembra nem de longe o campeão do ano passado.

O que deu errado?

Podemos dar o título de carrasco do Fluminense para o atacante Jobson. Nos acréscimos o jogador fez um golaço, mas não foi só isso. Se movimentou bem durante toda a partida, levou perigo ao gol do Flu, criou. Foi muito bem. Se ele pensasse apenas em jogar poderia ser ainda melhor, mas os assuntos fora das quatro linhas sempre atrapalham o jogador. Aliás, nesta quarta Jobson vai à Suíça para ser julgado pelo Tribunal Arbitral do Esporte por reincidência em dopping e corre o risco de ser banido do futebol. Apesar de tanta indisciplina, eu fico na torcida para que o jogador possa continuar atuando.

Jobson comemora gol no finalzinho - Foto: Agência Lance

Dois estreantes do Bahia deram trabalho também: Carlos Alberto e Júnior. Carlos Alberto organizou bem as jogadas no meio e serviu bastante o ataque do Bahia. Enquanto isso, Júnior, que entrou em campo devido a uma lesão de Souza logo aos cinco minutos, chutou bastante a gol e fez Diego Cavalieri ter que se mexer ainda mais.

Por falar nisso, ninguém duvida que Diego Cavalieri foi o grande nome do jogo, né? No lugar de Berna, o goleiro defendeu de joelho, espalmando, de ponte, de todos as maneiras possíveis. E ninguém duvida que se não fosse por ele o resultado teria sido uma goleada do Bahia, né? De volta ao time, Cavalieri mostrou que as falhas na Libertadores podem ser esquecidas pela torcida.

Já Fred e Conca estiveram praticamente invisíveis. Nem pareceu que eles estavam ali naquela partida. Aliás, pareceu sim, pois no fim do jogo, Fred, que se despede da torcida para ir disputar a Copa América, foi vaiado por grande parte da torcida presente no Engenhão. O atacante chutou a gol apenas uma vez, enquanto Conca não consegui criar. Foi bem marcado e estava sem inspiração, então não rendeu em campo. Aconteceu o que eu já disse em outros posts: quando o Conca joga mal, todo time joga mal, e isso é muito perigoso.

Fred lamenta ter perdido sua única chance de gol - Foto: site Jornal Extra

Vale lembrar que o Bahia ainda está longe de ser um grande time. Essa foi a primeira vitória do time de René Simões na competição (aliás, há sete anos o time não vencia na Série A!), mas devagar, contratando novos jogadores, buscando reforços, a equipe está saindo da péssima situação que vinha vivendo. Mas, vendo o jogo de sábado o que deu para perceber foi que o Fluminense está com uma pane geral. Muitos acreditaram que com a chegada de Abel Braga o time ia ganhar um novo fôlego. Mas não foi isso que aconteceu e a equipe precisa de mais força e garra em campo. Ainda é cedo para falar se a escolha por Abel foi acertada ou não, mas o treinador está fazendo muitos testes em campo para encontrar seu “time ideal” e tentar voltar a colocar o tricolor no patamar que estava no ano passado. Missão bastante complicada.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O retorno do Mago

Foi uma merecida virada. Com muita garra, o Botafogo, que começou perdendo para o Coritiba, buscou o empate, a virada e até deu uma ampliadinha no final do jogo.

Ótimo para o Botafogo, que está se encontrando, formando um elenco bacana, mas péssimo para o Coxa, que apostou todas suas fichas na Copa do Brasil e não vem tendo um bom desempenho no Brasileirão, com apenas três pontos, conquistados com a vitória sobre o Vasco na última rodada.

Botafogo venceu de virada no Engenhão - Foto: Lancenet

O Coritiba não jogou mal, pelo contrário. O visitante pressionou, tentou, foi pra cima, mas o Botafogo, bem à vontade em casa não deu brecha para o adversário e foi atrás da vitória.

O que deu errado?

Como eu já disse logo ali acima, se dedicar apenas para uma competição como o Coxa fez, nunca dá certo (ta bom, vai, às vezes dá certo, mas geralmente não). Copa do Brasil é muito importante, garante vaga na Libertadores e tudo mais. Mas chegar até a final, perder e ainda ir mal no Brasileirão não é nada bom para as equipes. Quando a equipe se dá conta, a situação está ruim e muitas vezes é difícil reverter.

Everton Ribeiro foi bem, Bill também, até gol marcou, Léo Gago estava arriscando (principalmente de longe), Rafinha deu uns bons chutes, mas nenhum jogador foi eficiente o bastante. O Coritiba jogou bem, estava tocando com categoria, mas o Botafogo foi superior em campo. Não foi falta de sorte, nem sorte a mais do time carioca.

O zagueiro Emerson não foi bem. O jogador deixou os meias alvinegros avançarem, não esteve muito presente e ainda foi expulso no segundo tempo, deixando a equipe vulnerável.

O retorno em grande estilo de Maicosuel foi decisivo para a vitória no domingo. Depois de oito meses sem jogar, o atleta voltou essa temporada, vem ensaiando boas partidas, mas ontem carimbou sua volta com o gol. O jogador é muito talentoso, e pode contribuir muito para o futebol do Botafogo esse ano. Aliás, foi de um jogador como Maicosuel que o Botafogo precisava no ano passado, quando foi bem no Brasileiro, mas faltava alguém como ele para definir. A torcida alvinegra agradece, pois ele está voltando a ser aquele Maicosuel que despontou no Botafogo.

Maicosuel comemora gol - Foto: Agência Lance

A contratação de Elkeson foi um belo negócio. Vindo do Vitória e desconhecido da maior parte da torcida, o jogador foi uma peça chave na partida de ontem. Deu o passe para o gol do Mago e ainda marcou o seu, que aliás, foi um golaço. Teve uma bela movimentação e joga com a cabeça erguida, tendo uma ótima visão de jogo. Alex também entrou bem no lugar do Herrera e ainda acertou um chutaço e fez o terceiro do Botafogo.

Alex comemora gol com torcida alvinegra - Foto: Wagner Meier

Falta concentração e foco ao Coritiba. Ainda não é tarde, aliás, ainda é muito cedo, a competição está mais do que no início. Com mais concentração o Coxa vai conseguir mostrar que seu elenco é forte e que a equipe merece estar mais acima na tabela. Já o Botafogo, se continuar jogando igual domingo, vai fazer um belo Brasileirão. Só falta a torcida reconhecer quando o time vai bem e parar um pouco com essa mania de vaiar logo no começo do jogo. Até porque semana que vem o desafio é contra o Flamengo, e todo botafoguense sabe, jogo contra o Flamengo é um capítulo à parte.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A má fase do Coelho

América-MG e Internacional no domingo, na verdade pareceu Internacional e América-MG. Nunca vi um time com mando de campo ter tão poucos torcedores assistindo o jogo, enquanto o time “visitante” tem a torcida maior. O problema da equipe mineira já começou aí. Já tinha algo dando errado.

E em campo, o Coelho não mostrou um bom futebol e perdeu para o Internacional. O América, que já havia vencido o Bahia na primeira rodada, ainda não encontrou seu futebol e está tendo muita dificuldade para sair com a vitória.

A partida de domingo terminou em 4 a 2, com direito a um golaço de Rodriguinho no América, boa atuação de Oscar no Inter e um domínio Colorado na maior parte do jogo.

O que deu errado?

Primeiro de tudo. Jogo do América, de Minas, no Morenão? Não, sério, alguém entendeu o porquê do jogo ter sido em Campo Grande? Com tantos estádios em Minas, o Coelho escolheu ir para longe e se deu mal, perdeu os três pontinhos “em casa”. A justificativa é simples. No Mato Grosso do Sul tem um número grande de colorados, então eu diria até que o mando de campo foi “vendido”. Bom, pra mim é a única explicação, que isso foi uma jogada para conseguir renda, já que financeiramente o time mineiro vai mal das pernas.

Torcida do Inter era maioria no Morenão - Foto: Site Superesportes

O América até começou pressionando. Chutou na trave logo no inicinho do jogo. Mas, depois do primeiro gol do Inter, o time se acanhou totalmente. Diminuiu o rendimento, não foi mais tão incisivo como poderia ser. No segundo tempo, quando o jogo já estava 3 a 0, o América pressionou, pressionou e aos 10 minutos fez o seu primeiro gol. Mas depois o rendimento caiu de novo, depois do quarto gol do Internacional. Não tem como dizer que o América não tentou, eu estaria sendo injusta. Mas os esforços não foram suficientes para conquistar a vitória.

O zagueiro Gabriel não estava em um bom domingo. O primeiro e o terceiro gol vieram de falhas do defensor. O jogador, que está na equipe desde o início de 2010 e é o capitão, teve uma atuação bem aquém da sua média e prejudicou o time mineiro diversas vezes. A zaga do América, que costuma ser bastante eficiente, não está mostrando serviço no Brasileirão, e já levou oito gols em três rodadas.

D’Ale e Oscar juntos estavam bastante inspirados. A dupla foi certeira e fizeram três dos quatro gols colorados. Criaram, foram para cima, arriscaram. Foi gostoso de ver o entrosamento e a vontade dos dois. Oscar deve seguir como titular da equipe, já que sua boa atuação foi um dos motivos que deu um alívio para o torcedor (e para o Falcão, principalmente), já que essa foi a primeira vitória do time no Brasileiro.

Lance do primeiro gol de Oscar - Foto: AE

O América está mostrando que a equipe ainda não está tão boa assim para segurar uma série A. Infelizmente eu digo isso, já que eu torço para o Coelho se dar bem no Brasileiro, pelo menos fazer uma campanha que o segure na elite do futebol. Depois de um bom Mineiro e uma ótima Série B no ano passado, eu achei que o América viesse melhor no Brasileirão. Porém, Série B é Série B, Estadual é Estadual e nada se compara ao Campeonato Brasileiro. Mas essa ainda foi a terceira rodada e ainda tem muito para acontecer na competição nacional.

América-MG 2 X Inter 4 - Foto: Futura Press